Independente Élio Maia quer saber qual o IMI para Aveiro
Porto Canal / Agências
Aveiro, 18 set (Lusa) - O candidato à Câmara pelo movimento independente "Juntos por Aveiro" e atual presidente da Câmara, Élio Maia, desafiou hoje os outros candidatos a dizer qual a taxa de IMI que assumem para o Município.
O valor do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) ocupou grande parte das palavras de Élio Maia, na apresentação pública de todos os candidatos autárquicos do movimento "Juntos por Aveiro", que lidera, depois da coligação PSD/CDS pela qual foi eleito em dois mandatos, ter optado desta vez por apoiar Ribau Esteves.
"Gostava de saber, de forma clara, qual o IMI que cada candidatura assume e gostava de saber qual é o valor que em 2014 vão pagar os cidadãos do município vizinho (de Ílhavo)?", questionou.
Explicou também a opção tomada de não recorrer ao Programa de Apoio à Economia Local (PAEL), como fez o município de Ílhavo, presidido por Ribau Esteves: "Não fomos ao PAEL porque a Lei tem uma alínea que obriga os municípios a subir o IMI para a taxa máxima no ano seguinte".
Na sua intervenção lembrou que, em 2005, na vigência da anterior gestão do PS, vigorou a taxa máxima, que em 2009 alterou "para o valor mais baixo que a Lei permite" e justificou a aprovação pelo executivo a que preside do "pacote fiscal" para quatro anos, a dias das eleições autárquicas, com a necessidade de dar às famílias uma perspetiva de estabilidade quanto às taxas municipais.
O combate à dívida foi o principal "sucesso" da sua gestão que invocou para que o eleitorado volte a confiar na sua equipa. Referiu a situação difícil encontrada quando chegou à Câmara, "com 255 milhões (de euros) de dívida e juros sobre a mesma a 11 %", e a redução "em 102,6 milhões euros em oito anos, sem ser à custa dos impostos e sem alienar o património do Município que aumentou em (em valor) 60 milhões de euros".
Outros dados de que se muniu foi a redução do número de funcionários da autarquia de 1.113 para 727, sem despedimentos, e a transferência para as freguesias de um total de 16 milhões de euros em dinheiro, máquinas e mão-de-obra.
Terminou a intervenção com um "desabafo final" em que culpabilizou os dirigentes do PS, PSD e CDS pela situação a que chegou o País e o Município e concluiu que, se os partidos que foram poder tiverem mais votos dia 29 do que em eleições anteriores, esses dirigentes sairão convencidos de que, afinal, não há descontentamento dos cidadãos com essas políticas.
MSO // JCS
Lusa/fim
