Bombeiros internados em Coimbra sem alterações no quadro clínico - hospital

| País
Porto Canal / Agências

Coimbra, 04 set (Lusa) -- Os cinco bombeiros que estão internados na unidade de queimados do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) mantêm o quadro clínico registado nos últimos dias, disse hoje à Lusa fonte daquela instituição.

Um dos doentes mantém "prognóstico muito reservado", dois "prognóstico reservado" e outros dois "prognóstico favorável", disse a mesma fonte.

A situação mais grave é a de um homem, de 50 anos, transferido do hospital de Braga para o CHUC, que tem 19% da superfície corporal queimada, com queimaduras ao nível da extremidade cefálica e membros superiores e tronco. Este bombeiro está intubado e ventilado.

Um outro ferido, um homem de 45 anos, proveniente do hospital de Bragança, apresenta 26% da superfície corporal queimada, com queimaduras ao nível da extremidade cefálica, membros superiores e inferiores. Está também intubado e ventilado, apresentando prognóstico reservado.

Proveniente do centro de saúde de Vila Nova de Foz Côa, está também internado naquela unidade do CHUC um homem de 62 anos de idade, com 17% da superfície corporal queimada, principalmente na face, mãos e membros inferiores. Está também intubado e ventilado e com prognóstico reservado.

Oriundo de Vila Real continua ali internado um jovem de 19 anos, com 20% da superfície corporal queimada, apresentando prognóstico favorável, à semelhança do que sucede com um outro doente de 21 anos, proveniente de Viseu, com 3% da superfície corporal queimada.

O CHUC ativou na quinta-feira o plano de contingência destinado a dar resposta às ocorrências resultantes dos incêndios florestais.

Em comunicado enviado à agência Lusa, o CHUC referiu que disponibiliza, de imediato, seis camas de grandes queimados (na unidade de queimados), cinco camas para queimados e/ou cuidados intensivos na unidade de internamento de curta duração (área de serviço de urgência) e uma área para doentes de foro respiratório ou outros problemas médicos.

"O CHUC poderá ainda disponibilizar mais três camas de grandes queimados e cinco camas de Cuidados Intensivos. Por outro lado, o Bloco Operatório Central do CHUC foi ativado e convertido para suportar mais três salas operatórias em simultâneo. O tempo de espera para ativação destas salas é de apenas 30 minutos", adiantava a nota.

O Centro de Prevenção e Tratamento do Trauma Psicogénico (CPTTP) do CHUC disponibiliza também acompanhamento às vítimas dos incêndios florestais, disse na segunda-feira à agência Lusa o diretor de Psiquiatria da instituição.

Reis Marques disse à Lusa que os bombeiros envolvidos nos incêndios florestais que têm atingido o país, assim como os seus familiares e outros diretamente envolvidos, viveram "situações stressantes" e é, por isso, "fundamental" dar "seguimento a estas pessoas".

"Viveram situações de pressão ou situações de grande vivência traumática, com níveis de ansiedade muito elevados. Podem criar componentes fóbicas e dificuldades em enfrentar novas situações. Aliado a este sofrimento surgem situações também de ordem psicossomática, ao nível do coração ou do estômago", por exemplo.

SSS (JEF) // JLG

Lusa/fim

+ notícias: País

PSP e GNR vão fiscalizar uso do telemóvel na condução

A PSP e a GNR vão estar nos próximos oito dias na estrada a alertar os condutores para os riscos do uso do telemóvel a conduzir, numa operação de fiscalização e sensibilização, foi esta segunda-feira anunciado.

4,3 milhões de doentes internados em hospitais europeus contraem infeções

Todos os anos, 4,3 milhões de doentes internados em hospitais nos países da União Europeia (UE) e do Espaço Económico Europeu (EEE) contraem pelo menos uma infeção associada aos cuidados de saúde durante o internamento.

Ministério Público pede pelo menos nove anos de pena de prisão para Manuel Pinho

O Ministério Público (MP) pediu, esta segunda-feira, uma pena não inferior a nove anos de prisão para o ex-ministro da Economia Manuel Pinho no julgamento do caso EDP, no qual responde em tribunal por corrupção passiva, fraude e branqueamento.