Prevenir incêndios com burro mirândes

Prevenir incêndios com burro mirândes
| Norte
Porto Canal (AYS)

Investigadores da Universidade de Vila Real e técnicos da Associação para Estudo e Protecção do Gado Asinino (AEPGA) estão a desenvolver um projecto onde um burro mirandês poderá vir a prevenir incêndios florestais.

Segundo disse à agência Lusa o secretário técnico da AEPGA, Miguel Nóvoa, este projecto passa pela manutenção de prados e lameiros naturais do Nordeste Transmontano, criando-se zonas "tampão" entre localidades e áreas de maior risco de incêndio.

Nas florestas serão colocados no mínimo, uns dez animais, que ao longo de determinado período de tempo se alimentam, deixando os "terrenos limpos".

"Se espaços como os lameiros ou áreas semelhantes andarem limpas, é muito mais fácil dominar os incêndios, principalmente nas proximidades das localidades", frisou Miguel Nóvoa.

Este tipo de área agrícola, explicou, "está a ficar abandonado, e ali crescem mato, sebes ou giestas. Estes espaços serviam como faixas de limitação de combustível, não deixando as chamas avançarem em caso de incêndio florestal".

Agora, o propósito passa para inverter o abandono dos lameiros e dos prados, já que são espaço "únicos" para os burros andarem livremente e poderem, ao mesmo tempo, alimentar-se.

"O burro, tal como a cabra tem uma apetência por espécies arbustivas para a sua alimentação, já que a sua dieta em determinada altura do ano engloba cerca de 60% deste de arbustos e ervas", explicou Miguel Nóvoa.

O investigador da UTAD, Miguel Quaresma é da opinião que está poderá ser uma forma alternativa para a diminuição do efectivo do burro mirandês.


Um estudo publicado pela UTAD alerta que o burro mirandês pode extinguir-se nos próximos 50 anos.

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