Festival FESTin distingue em Lisboa os filmes brasileiros "A despedida" e "Alemão"
Porto Canal / Agências
Lisboa, 15 abr (Lusa) - As produções brasileiras "A despedida", de Marcelo Galvão, e "Alemão", de José Eduardo Belmonte, foram distinguidos no FESTin - Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa, que termina hoje em Lisboa.
De acordo com a organização, "A despedida", inspirado em factos reais, foi eleito a melhor longa-metragem pelo júri desta edição do FESTin. Nelson Xavier, protagonista deste filme, no papel de um homem de 92 anos que quer reviver o seu amor por uma mulher, 55 anos mais nova, foi eleito o melhor ator.
José Eduardo Belmonte conquistou o prémio de melhor realizador com o filme "Alemão", também inspirado na realidade, a partir da história da invasão das favelas Complexo do Alemão em 2010. Do elenco fazem parte António Fagundes, Cauã Reymond e Caio Blat.
Priscila Fantin, no papel de uma reclusa no drama "O Jogo de Xadrez", recebe o prémio de melhor atriz.
"Urbanos" (Brasil), de Alessandra Nilo, foi a melhor curta-metragem de ficção, e "Setenta" (Brasil), de Emília Silveira, sobre o reencontro com alguns dos presos políticos que em 1970 foram trocados pelo embaixador da Suíça e mandados para o Chile, mereceu o prémio de melhor documentário.
Da programação do FESTin, o público escolheu a produção portuguesa "Lura", de Luís Brás, como melhor longa-metragem, atribuindo, em ex-aequo, o prémio de melhor curta-metragem a "A Boneca e o Silêncio" (Brasil), de Carol Rodrigues, e "O Mal e a Aldeia" (Portugal), de David Serôdio e Diogo Lima.
"Água para Tabatô", de Paulo Carneiro, em torno da rodagem de um filme de João Viana, mereceu, para o público, o prémio de melhor documentário.
O sexto FESTin começou no dia 08, com a antestreia mundial de "O vendedor de passados", a partir de um romance de José Eduardo Agualusa, dirigido pelo realizador brasileiro Lula Buarque de Hollanda.
O festival encerrou hoje com "Não pare na pista: A melhor história de Paulo Coelho", filme de Daniel Augusto que se centra "em três momentos distintos da carreira do escritor brasileiro: a juventude, nos anos 1960; a idade adulta, nos anos 1980; e a maturidade, em 2013, quando refaz o 'Caminho de Santiago'".
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