Carlos Cabreiro nomeado diretor nacional da Polícia Judiciária
Porto Canal/Agências
Carlos Cabreiro, até agora diretor da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T), foi nomeado diretor nacional da Polícia Judiciária.
A informação foi divulgada esta terça-feira através de uma nota do gabinete do primeiro-ministro, Luís Montenegro, que já tinha adiantado, em declarações no final da reunião do Conselho Superior de Segurança Interna, que aprovou o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) relativo a 2025, que o nome seria conhecido ainda esta terça-feira.
Carlos Cabreiro, de 59 anos, coordenador superior de investigação criminal, é natural de Miranda do Douro, licenciado em Direito pela Universidade Autónoma de Lisboa e pós-graduado em guerra de informação pela Academia Militar.
Está na Polícia Judiciária desde 1991, segundo a nota divulgada pelo gabinete do primeiro-ministro.
Começou, em 1991, por integrar o departamento que investigava fraudes e criminalidade económico-financeira, tendo em 1995 passado a coordenar a Brigada de Investigação da Criminalidade Informática (BICI), a Unidade Nacional de Informação sobre Crime Económico Organizado (UNICEO) e a Brigada de Pesquisa (BP).
Em 2005 ascendeu a Subdiretor Nacional Adjunto na Direção Central de Investigação da Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira (DCICCEF), onde esteve até 2009.
Entre 2009 e 2016 coordenou a secção de investigação de criminalidade informática da Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo e em 2016 foi nomeado diretor da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T).
Entre os processos mediáticos em que esteve envolvido encontram-se o caso que envolvia o ‘hacker’ Rui Pinto, acusado de aceder ilegalmente a emails do Benfica e que foi detido em Budapeste em 2019, e o caso ‘Tugaleakes’, em 2015, que envolvia crimes de sabotagem informática, dano informático, acesso ilegítimo e acesso indevido a diversos sistemas informáticos do Estado e empresas privadas.
Recentemente, sobre cibercriminalidade, que assumiu contornos de criminalidade transnacional e altamente complexa, Carlos Cabreiro defendeu uma harmonização a “nível mundial no estabelecimento de regras mínimas para a conservação” dos metadados das telecomunicações.
