CIM Douro diz que projeto europeu de 5G ajuda a reduzir desigualdades
Porto Canal/Agências
O projeto europeu 5G.CONNECT, a implementar no Norte para promover soluções inovadores na agricultura, Proteção Civil, turismo e ação climática representa uma “ferramenta concreta para reduzir desigualdades”, disse esta quarta-feira o presidente da Comunidade Intermunicipal do Douro (CIM).
“O 5G.CONNECT não é apenas tecnologia, não é apenas infraestrutura, é uma ferramenta concreta para reduzir desigualdades. Ao trazer conectividade de última geração ao Douro, estamos a criar condições para fixar população, atrair investimento, modernizar atividades económicas e melhorar a qualidade de vida das nossas comunidades”, afirmou, citado em comunicado, o presidente da CIM, João Gonçalves.
O 5G.CONNECT - 'Connecting Underserved Regions for a Smarter, Sustainable and Safer Tomorrow' (Conectando regiões carentes para um amanhã mais inteligente, sustentável e seguro, em tradução livre) - foi apresentado durante uma reunião da CIM, em Alijó, distrito de Vila Real, que contou com a presença do ministro das infraestruturas.
Segundo foi divulgado, o projeto pretende levar “conectividade 5G de última geração a regiões de baixa densidade do Norte de Portugal, promovendo soluções inovadoras em áreas como a agricultura, proteção civil, turismo e ação climática”, devendo ser implementado em 2026.
Cofinanciado pelo mecanismo Interligar a Europa - CEF Digital - o projeto integra várias entidades públicas e privadas e abrange diferentes comunidades intermunicipais do Norte.
Esta banda larga rural será suportada por redes móveis multioperador e beneficiará as comunidades os territórios do Douro, Terras de Trás-os-Montes, Alto Tâmega e Barroso e Tâmega e Sousa, assim como a Via navegável do Douro, gerida pela Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL).
A CIM Douro, que representa 19 municípios, assume a representação do setor público no consórcio.
“Este projeto permite-nos afirmar o Douro não como um território periférico, mas como um território central na inovação. Um território capaz de testar soluções, integrar tecnologia e liderar novas abordagens ao desenvolvimento sustentável”, acrescentou João Gonçalves, também presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães.
Para o autarca, “a conectividade é hoje um fator decisivo para a coesão territorial”.
“Com o 5G.CONNECT, estamos a criar condições para fixar pessoas, atrair investimento e modernizar os nossos municípios”, sublinhou.
Com este projeto, acrescentou, dá-se um “passo decisivo para garantir que o Douro continua a ser um território vivido, um território competitivo, e, acima de tudo, um território onde vale a pena ficar”.
“E também, não menos importante, um território que sabe acolher quem chega. Porque fixar população e atrair visitantes são duas faces da mesma ambição: dar futuro ao Douro,” frisou João Gonçalves.
O autarca afirmou que a “desertificação dos territórios de baixa densidade não é uma abstração”, mas sim “uma realidade que se traduz em distância, em isolamento, em falta de acesso, muitas vezes a serviços, a oportunidades e a ligações que hoje são essenciais”.
O projeto é liderado pela dstelecom, empresa responsável pela infraestrutura neutra e partilhada de conectividade móvel, e tem entre os seus promotores a NOS, responsável pelo serviço de 5G.
