Escolas encerradas e hospitais em serviços mínimos durante a greve da função pública
Maria Guimarães
A semana arranca com uma greve da função pública, com uma adesão a rondar os 80% a afetar, sobretudo, as escolas e os hospitais. A Federação Nacional de Sindicatos Independentes da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (FESINAP) reivindica melhores condições laborais para os trabalhadores e denuncia a falta de abertura do Governo para negociar o pacote laboral.
O início da semana fica marcado por várias escolas encerradas e avisos de greve afixados na parede. E também na saúde, vários utentes chegaram ao hospital para verem os seus exames e cirurgias canceladas.
Aos olhos dos sindicatos, a decisão de avançar para a greve tem vários motivos. Reivindicam melhores salários, estão contra os atrasos na avaliação dos funcionários públicos, defendem a criação da carreira de técnico auxiliar da ação educativa e a necessidade de contratar mais trabalhadores para o setor da saúde. E a juntar-se as reivindicações, a FESINAP denuncia a falta de abertura do Governo para negociar o pacote laboral.
A FESINAP refere uma adesão a rondar os 80 % onde, além dos hospitais e das escolas, serviços como os registos, a segurança social e os tribunais sofreram constrangimentos.
