Chega/Matosinhos quer ver assegurada proteção balnear na ampliação do terminal de Leixões

Chega/Matosinhos quer ver assegurada proteção balnear na ampliação do terminal de Leixões
| Porto
Porto Canal/Agências

Os vereadores do Chega na Câmara de Matosinhos e o líder do grupo municipal na Assembleia Municipal entenderam que a integração paisagística das infraestruturas deve ser assegurada na ampliação do terminal de contentores Norte do Porto de Leixões.

“O partido Chega exige que qualquer desenvolvimento do terminal de contentores Norte assegure a limitação da altura visível do empilhamento de contentores, a integração paisagística das infraestruturas portuárias e a proteção das zonas balneares e da frente marítima”, referiram, em comunicado enviado à Lusa.

Segundo o Chega, o desenvolvimento do Porto de Leixões é fundamental para a economia nacional e representa também uma oportunidade de dinamização económica para o concelho, do distrito do Porto, designadamente através da atividade logística, dos transportes, dos serviços portuários, da náutica e de diversas atividades económicas ligadas direta ou indiretamente ao funcionamento do porto.

“Esse desenvolvimento deve, contudo, ser compatibilizado com a proteção da qualidade de vida das populações, com a defesa da frente marítima, com a valorização das atividades ligadas ao mar e com a preservação e desenvolvimento das atividades económicas locais, garantindo um crescimento equilibrado e sustentável para Matosinhos”, frisou.

A Câmara de Matosinhos, que deu parecer desfavorável ao projeto, pediu esta quarta-feira à Assembleia Municipal que vote desfavoravelmente e se oponha à ampliação e reorganização do terminal de contentores Norte, cuja consulta pública terminou em fevereiro com 301 participações.

Esta proposta, que esteve em discussão na reunião extraordinária do executivo municipal liderado pelo PS, foi aprovada com os votos contra do PSD e do Chega.

O Chega recordou que o comércio marítimo mundial tem vindo a evoluir para navios de maiores dimensões e os portos que não se adaptarem a esta realidade correm o risco de perder relevância logística e económica.

“Foi precisamente para responder a essa evolução que foi executado o prolongamento do quebra-mar exterior do Porto de Leixões, um investimento público muito significativo destinado a melhorar as acessibilidades marítimas, aumentar as condições de segurança da navegação e permitir a entrada segura de navios de maior dimensão no porto”, lembraram os eleitos do Chega.

A consulta pública ao projeto, que poderá custar até 216,6 milhões de euros, terminou a 02 de fevereiro com 301 participações.

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