Luísa Salgueiro lamenta que PSD e Chega rejeitem parecer desfavorável a terminal de Leixões

Luísa Salgueiro lamenta que PSD e Chega rejeitem parecer desfavorável a terminal de Leixões
Foto: Porto Canal
| Porto
Porto Canal/Agências

A presidente da Câmara de Matosinhos, a socialista Luísa Salgueiro, lamentou esta quarta-feira que o PSD e Chega tenham votado contra a proposta de pedir à Assembleia Municipal para se opor à ampliação do terminal de contentores de Leixões.

“Lamento que a oposição não esteja alinhada com a posição da câmara na defesa dos interesses dos matosinhenses”, adiantou Luísa Salgueiro, em comunicado enviado à Lusa.

A Câmara de Matosinhos, que deu parecer desfavorável à ampliação e reorganização do terminal de contentores Norte do Porto de Leixões, pediu à Assembleia Municipal que vote desfavoravelmente e se oponha a este projeto, cuja consulta pública terminou em fevereiro com 301 participações.

Esta proposta, que esteve esta quarta-feira em discussão na reunião extraordinária do executivo municipal liderado pelo PS, foi aprovada com os votos contra do PSD e do Chega.

“Está não é a história de um mandato, é uma história que vai ser contada no futuro e com grande impacto nas próximas gerações”, frisou.

A autarca estranhou que “o argumentário trazido pela oposição à reunião seja coincidente com o argumentário da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL)”.

Em sua opinião, o que é necessário fazer em defesa dos matosinhenses é exigir que seja o dono de obra a encontrar as melhores soluções para a população.

“A APDL é que tem que provar que crescer para o mar é inviável”, acrescentou.

A esse propósito, Luísa Salgueiro lembrou o processo do Porto de Lisboa onde Santa Apolónia iria ficar coberta de contentores.

“As pessoas não se resignaram e o que era impossível passou a ser possível”, frisou, defendendo que também em Matosinhos devem ser consideradas alternativas que salvaguardem o território e a qualidade de vida da população.

No final da reunião, igualmente em comunicado, o PSD/Matosinhos e os autarcas sociais-democratas defenderam a definição das medidas de compensação e mitigação antes da adjudicação da empreitada.

Por seu lado, os vereadores do Chega na Câmara de Matosinhos e o líder do grupo municipal na Assembleia Municipal entenderam que a integração paisagística das infraestruturas deve ser assegurada aquando da obra.

A consulta pública ao projeto, que poderá custar até 216,6 milhões de euros, terminou a 02 de fevereiro com 301 participações.

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