Francesco Farioli:"Quem representa o FC Porto tem de entrar para ganhar em todos os jogos"

Francesco Farioli:"Quem representa o FC Porto tem de entrar para ganhar em todos os jogos"
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Porto Canal

Francesco Farioli quer encarar “um jogo desafiante com a mentalidade certa” (quinta-feira, 17h45).

A primeira mão dos oitavos de final da Liga Europa leva o FC Porto até à Alemanha, onde vai medir forças com o VfB Stuttgart a partir das 17h45 desta quinta-feira (Sport TV5), e Francesco Farioli lembra que “quem representa o FC Porto tem de entrar para ganhar em todos os jogos”.

Na véspera de um desafio “que poderia ser da Liga dos Campeões”, o técnico italiano deu voz ao desejo de “transmitir a energia certa aos adeptos” num “jogo muito aberto entre duas equipas com atitude” durante o qual “a humildade e o respeito pelo adversário” podem ser a chave, sem esquecer a “identidade e a vontade” tão características do FC Porto.

No terceiro compromisso de “um mês recheado de desafios”, Francesco Farioli lembra que “todos os jogadores têm um papel importante” e assegura que o plantel “está pronto para jogar e dar o máximo dentro de campo” de forma a “ajudar o Clube a voltar ao lugar a que pertence”.

Adversário à altura
“Vamos defrontar um adversário muito forte, uma das equipas mais interessante e que joga a alto nível na Bundesliga. Isto diz muito sobre o jogo que vamos enfrentar amanhã. É uma equipa que gosta de pressionar alto, como nós, somos as duas melhores equipas a pressionar e a recuperar a bola no meio-campo adversário, tanto na Liga Europa, como nos respetivos campeonatos. Temos muitas coisas em comum. Com bola são muito organizados, gostam de jogar e espero um jogo aberto entre duas equipas que se vão defrontar com uma grande atitude e um grande espírito.”

Ainda os clássicos
“Olhando para trás, acho que os jogos que fizemos em Lisboa têm de nos dar a confiança certa. Jogámos dois clássicos e mostrámos a nossa cara, o nosso desejo. A frase do mister José Mourinho foi reveladora, porque nós fomos para jogar e ganhar e entrámos com uma atitude muito agressiva com e sem bola. O jogo só teve um sentido durante 75 minutos, nos últimos 15 concedemos oportunidades suficientes para pagar o preço, mas fora disso há muitas energias boas que queremos manter e aspetos com os quais queremos aprender. Tivemos oportunidades para fechar o jogo e não conseguimos e, defensivamente, os golos que sofremos poderiam ter sido evitados. Há coisas positivas e outras nas quais queremos trabalhar. Foi o que fizemos e estamos com energias positivas para amanhã.”

A condição física do plantel
“O Martim Fernandes teve um problema físico, tentámos recuperá-lo e hoje já voltou a trabalhar com a equipa e está bem para fazer parte do jogo. O Borja Sainz voltou, teve alguns minutos e amanhã vai ser titular. Gosto de pensar que todos vão ter um papel importante na equipa. Temos jogos importantes pela frente. Se pensarmos nos jogos que já disputámos este mês, no de amanhã, na segunda mão no Dragão e nos jogos contra o Moreirense FC e o SC Braga… são todos jogos intensos e precisamos que todos os atletas estejam prontos para jogar, ajudar e dar o máximo em campo.”

Oskar Pietuszewski de fora
“Olhando para trás, com tudo o que aconteceu com o Samu, estou satisfeito com a decisão de ter inscrito o Terem Moffi. Não inscrevemos o Oskar mas isso não significa que tínhamos dúvidas, caso contrário não teríamos investido tanto num jogador tão jovem, mas tivemos de tomar uma decisão, de acordo com as regras da UEFA. O Thiago Silva tinha de fazer parte da lista, o Seko Fofana também pela importância que tem no meio-campo e o Terem Moffi podia cobrir várias posições. Ainda hoje lhe disse que se o Samu estivesse bem, ele ia ajudar-nos mais nas alas. A decisão foi tomada por um motivo e, infelizmente, estava certo, porque claro que gostávamos de ter o Samu aqui, mas as coisas são como são. Vamos gerir a equipa para o resto das competições, temos o Terem Moffi e o Deniz Gül para pontas de lança e mais três extremos, para além dos jovens da formação que têm perfis interessantes e nos podem ajudar, como o Mateus Mide e o Gonçalo Sousa, que nos podem ajudar se precisarmos.”

Nível Champions
“O jogo de amanhã podia ser um jogo da Liga dos Campeões. Aliás, o nível das equipas da Liga Europa é muito competitivo. A nossa prioridade é sempre o próximo jogo e isso vê-se na forma como abordamos os jogos. É nisto que nós acreditamos. Costumo dizer que quem representa o FC Porto tem de entrar em todos os jogos para ganhar e é isso que vamos fazer amanhã. Claro que quando defrontamos uma equipa de uma das cinco melhores Ligas, o trabalho é diferente, mas nós temos a nossa oportunidade de competir e jogar as nossas cartas nesta qualificação com muito respeito pelo adversário, sem nunca esquecer a nossa identidade e o valor que damos a esta competição.”

Olhos nos olhos
“As duas equipas são muito idênticas no estilo de jogo, embora existam algumas diferenças no jogo com bola. Ambas as equipas vão querer ter a bola, recuperá-la em zona alta e abordar o jogo de uma forma muito física. Vai ser um jogo marcado por duelos. O Stuttgart é ainda mais agressivo e está mais orientado para uma pressão homem a homem, têm jogadores para isso, estão habituados ao treinador, ganharam a Taça, já jogaram na Liga dos Campeões. Vai ser um jogo desafiante. Temos de o abordar com a mentalidade certa e o desejo de dar boas energias aos nossos adeptos que amanhã vão estar presentes.”

As palavras de Thiago Silva
“Deixa-me feliz ouvir estas palavras. O amor que tentamos passar aos nossos jogadores e a forma como tentamos que eles evoluam é aquilo que me move e é a minha maior motivação. Ao ajudarmos os atletas a evoluir, estamos mais perto de ganhar jogos. Tentamos fazer isso sempre e transmitir-lhes a paixão que temos pelo jogo e por este trabalho. Claro que nem todos os dias são perfeitos, há momentos em que temos de ser mais duros, porque faz parte da nossa responsabilidade, mas a nossa missão é ajudá-los a crescer e ajudar o FC Porto a voltar ao lugar a que pertence.”

Raio-X aos alemães
“Há jogadores muito bons, um deles foi meu atleta no OGC Nice, o Badredine Bouanani, um extremo muito talentoso que cresceu muito desde essa altura. Fico feliz por o ver brilhar a este nível. Seria injusto para os meus jogadores dizer que queria algum jogador do VfB Stuttgart. Estou muito feliz com a minha equipa, é um grupo que me representa na forma como se comporta, como coloca tudo dentro do campo. Respeito e aprecio muito o trabalho dos jogadores do VfB Stuttgart, mas estou contente com a minha equipa.”

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