Sindicato quer MAI a gerir descontentamento na Investigação Criminal da PSP do Porto

Sindicato quer MAI a gerir descontentamento na Investigação Criminal da PSP do Porto
Foto: Porto Canal
| Porto
Porto Canal/Agências

O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), Paulo Santos, revelou à Lusa que farão chegar ao novo ministro da Administração Interna a insatisfação dos elementos da Divisão de Investigação Criminal da PSP do Porto.

Em declarações no final do segundo plenário – o primeiro foi há 12 dias – que “reuniu 150 agentes da PSP e durou cerca de três horas”, o sindicalista lamentou não terem recebido “qualquer ‘feedback’ da parte da Direção Nacional da Polícia, nem do Comando Metropolitano da PSP do Porto.

“Não houve qualquer reação” nos dias que intermediaram as duas reuniões, frisou.

Segundo Paulo Santos, o “pessoal está extremamente desmotivado, exausto, está chateado por ter que fazer mais piquetes do que aqueles que já existem, piquetes esses que não têm a compensação remuneratória devida”.

“É por isso que chamamos de escravatura no ano de 2026 e, face a esta problemática, decidiu-se em plenário envolver o atual ministro da Administração Interna, Dr. Luís Neves [para que], sendo um homem da investigação criminal, possa ter uma intervenção junto da Direção Nacional (…) para que possa também exercer alguma influência para resolver o problema, uma vez que a PSP, a Direção Nacional e o Comando do Porto não têm esta capacidade ou vontade”, revelou.

No plenário foi também decidido que os agentes daquele divisão “enveredem, a partir da amanhã [quarta-feira], por um excesso de zelo no trabalho processual, para que também o Ministério Público possa perceber as debilidades que estão a acontecer na Divisão de Investigação Criminal do Porto”.

Instado a esclarecer em que consiste este excesso de zelo, o dirigente da ASPP explicou haver ”investigadores criminais da PSP a fazer processos ou a construir processos e a tratar de processos criminais que vão para o Ministério Público, [sendo] alguns deles de violência doméstica, que tem uma carga processual bastante pesada e que carece de prazos para tratamento”.

“E eles vão tentar fazer, dentro do seu horário de trabalho, aquilo que deve ser feito, que é fazer as coisas com calma e com o máximo profissionalismo, o que às vezes não se compadece com a urgência destes processos”, continuou, acrescentando ser esta “uma forma, também, de dar a entender ao Ministério Público as debilidades e para que o Ministério Público também possa sentir alguma situação menos correta da parte da gestão processual”.

A terceira decisão do plenário, continuou, foi a de fazer uma manifestação à porta do Comando Metropolitano do Porto, cujo dia será anunciado em breve.

“Vamos mobilizar os colegas para a porta do Comando Metropolitano do Porto para continuarmos a manifestar esta insatisfação”, concluiu.

A Lusa tentou ouvir o Comando Distrital da PSP do Porto, mas tal não foi possível até ao momento.

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