TMP aponta primeiro semestre para "estabilizar" informação em tempo real na Unir

TMP aponta primeiro semestre para "estabilizar" informação em tempo real na Unir
Foto: Nuno Neves de Sousa | Facebook
| Porto
Porto Canal/Agências

O novo presidente da Transportes Metropolitanos do Porto (TMP), Nuno Neves de Sousa, quer "estabilizar" durante o primeiro semestre a informação divulgada em tempo real dos autocarros da Unir, elencando esse fator como "objetivo muito presente" da sua administração.

"Nós estamos em fase de testes neste momento. Eu diria que no primeiro semestre, até ao final do primeiro semestre deste ano, nós temos de ter a informação em tempo real estabilizada e definido um plano para que essa informação em tempo real possa transitar para uma 'app' [aplicação móvel], para as paragens, para um 'site', para o que quer que seja", disse aos jornalistas à margem da apresentação de 53 autocarros elétricos da Alsa, operador do lote de Gondomar/Valongo/Paredes/Santo Tirso da Unir.

Para o responsável, a TMP terá "um objetivo muito presente que é dar informação em tempo real aos clientes", pois "o conforto dos clientes, a adesão ao transporte público rodoviário está muito dependente daquilo que é a informação e o 'feedback' que a rede de transportes dá às pessoas", algo idêntico ao que acontece no metro.

Já questionado sobre a operação da Unir no lote 4 de Gaia/Espinho, cujo inquérito à satisfação dos clientes coloca o serviço abaixo dos restantes, o novo líder da TMP disse que se iria reunir, na próxima semana, "com todos os operadores", incluindo a Transportes Beira Douro (da AV Feirense), que opera no lote 4.

"Nós temos uma perceção, os clientes têm uma perceção, os autarcas têm uma perceção e eu entendo que o atual operador tem também a mesma perceção, e terá com certeza um contexto para explicar o que leva a essa perceção", disse o responsável, frisando que é necessário reunir-se e "perceber exatamente o que é que foi feito até aqui e qual é o plano de ação daqui para a frente", e só "depois da próxima semana" haverá "condições de ter mais informação".

O presidente da TMP prometeu também insistir junto das autarquias para que "haja vias dedicadas para 'bus', para que o transporte seja mais fluido ao nível rodoviário", mas com a expansão da rede de Metro do Porto será necessário "repensar a forma como hoje o transporte rodoviário está desenhado" em vários concelhos.

"O metro será o transporte público privilegiado para transportar as pessoas para o centro da cidade e para as pessoas se movimentarem no centro da cidade", considerou, elencando a futura linha Rubi (Santo Ovídio - Casa da Música) como "desbloqueador" a sul da AMP.

No seu discurso inicial, tinha também já falado do Plano Metropolitano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMMUS), que tem de ser elaborado também até 2027, prometendo um processo participado, estando atento a realidades como o transporte escolar e pretendendo introduzir o transporte flexível.

Questionado sobre mobilidade suave, considerou que "as pessoas estão muito concentradas só nos veículos tradicionais" e falou "numa série de equipamentos urbanos que podem ser implementados", como escadas mecanizadas com cobertura.

Quanto à estratégia para parques de estacionamento, e tendo em conta que vem desse setor, reconheceu que as empresas "têm interesse em ter parques de estacionamento no centro das cidades", mas "o objetivo da TMP e deste plano [PMMUS] é que as pessoas estacionem antes do centro da cidade e depois para o centro da cidade se desloquem em transporte público", considerando que "as cidades têm de criar desincentivos para que a pessoa [não] se sinta tentada a levar o carro para o centro da cidade".

Para o futuro, traçou o objetivo de preparar o novo concurso público de concessão da rede Unir "até final de 2027 e prepará-lo para mais sete ou 10 anos", e considera que a TMP "tem de atuar como um regulador que, por acaso, gera um contrato de operação".

"Nós temos de ser o chapéu regulador e a autoridade metropolitana que define o plano macro e que depois é vertido em cada município para os planos municipais de mobilidade", vincou.

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