Festival literário Correntes d'Escritas interrompe Prémio Casino da Póvoa

Festival literário Correntes d'Escritas interrompe Prémio Casino da Póvoa
Foto: Correntes d'Escritas
| Norte
Porto Canal/Agências

O festival literário Correntes d’Escritas, da Póvoa de Varzim, vai interromper, este ano, a atribuição do Prémio Casino da Póvoa, a principal distinção do certame, anunciou, esta terça-feira, a presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim.

Na apresentação do evento, a autarca Andrea Silva explicou que a decisão se prendeu com a mudança em curso na concessão de jogo na Póvoa de Varzim, distrito do Porto, já que o atual operador do casino - a empresa Varzim-Sol - não irá continuar e, por isso, não renovou o apoio financeiro ao evento, nomeadamente ao prémio literário, no valor de 25 mil euros.

“Este ano fazemos um interregno no Prémio Literário Casino da Póvoa, exclusivamente devido ao contexto da concessão de jogo estar no final e, em tempo útil, não ter sido possível encontrar um novo parceiro. Mas tenho a certeza de que, no futuro, quando esta questão [da concessão] estiver finalmente resolvida e atribuída, voltaremos a ter um parceiro”, disse a autarca.

Apesar desta alteração, a 27.ª edição do Correntes d’Escritas, que se realiza entre 21 e 28 de fevereiro, nesta cidade do litoral norte, mantém todas as suas características, com a presença de 108 autores, representando 17 nacionalidades de expressão ibérica.

Entre os nomes confirmados nesta edição do certame estão Ana Paula Tavares, Germano Almeida e Hélia Correia (vencedores do Prémio Camões), José Luís Peixoto, Gonçalo M. Tavares, Valter Hugo Mãe, Ondjaki e Afonso Reis Cabral (vencedores do Prémio José Saramago).

Desta vez, o Correntes vai prestar homenagem a Álvaro Laborinho Lúcio, jurista, professor universitário, deputado, governante e também escritor, que morreu no ano passado, lembrando o seu legado e também a ligação ao evento.

Assim, todas as 11 mesas de debate durante o Correntes d’Escritas terão como mote frases do último livro publicado por Álvaro Laborinho Lúcio, “Vida na Selva”, que reúne crónicas, memórias e episódios do autor.

A revista deste ano do Correntes d’Escritas será dedicada a José Carlos de Vasconcelos, jornalista e escritor, com forte ligação à Póvoa de Varzim e também ao evento, que será a figura principal da sessão de abertura do Correntes, numa conversa moderada por Onésimo Teotónio de Almeida e Manuel Alberto Valente.

Nesse primeiro dia do Correntes d’Escritas vão ainda ser conhecidos os vencedores dos prémios literários Luís Sepúlveda, Papelaria Locus e Fundação Dr. Luís Rainha.

Nesta 27.ª edição do Correntes d’Escritas serão reforçadas algumas das atividades âncora do certame, como a feira do livro, com mais de 30 lançamentos agendados, exposições, sessões nas escolas e também a ida do evento às freguesias do concelho da Póvoa de Varzim, com a presença de escritores.

O Cine-Teatro Garrett será, novamente, o espaço central desta edição, embora as atividades decorram também noutros espaços da cidade, como o Diana Bar, o Auditório Municipal, a Biblioteca Municipal Rocha Peixoto ou a Casa Museu Manuel Lopes.

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