Transbordo do rio Febros causa inundações em Avintes, Vila Nova de Gaia
Porto Canal/Agências
O transbordo do rio Febros, afluente do rio Douro, causou inundações em Avintes, no concelho de Vila Nova de Gaia, indicaram várias fontes da Proteção Civil local.
Numa informação enviada à agência Lusa cerca das 15h00, fonte da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia indicou que o rio Febros galgou na ponte do Pedreiro, em Pedroso, “obrigando à retirada de uma família, que ficou alojada em casa de familiares”.
A mesma fonte acrescentou que, em Avintes, na Rua da Queimada, o rio Febros saiu do seu leito natural, “criando constrangimentos aos moradores daquele local”.
“Os habitantes passaram para os pisos superiores, continuam em segurança e têm uma saída alternativa para outra rua”, acrescentou.
Já segundo o Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Área Metropolitana do Porto, as primeiras ocorrências começaram a ser registadas às 09h50 para uma zona onde o caudal de água subiu devido à muita pluviosidade.
Fonte da Proteção Civil de Gaia indicou à Lusa, cerca das 12h00, que o transbordo deste afluente do rio Douro provocou uma inundação numa habitação.
“Estamos a fazer o acompanhamento da situação porque o caudal aumentou muito, e a avaliar também com o acompanhamento de familiares a situação de um morador sobre se terá ou não de sair de casa”, disse a fonte.
Também fonte dos Bombeiros Voluntários de Avintes apontou para “dificuldades em várias casas” devido à água que galgou as margens.
Além de inundações, as principais ocorrências registadas no concelho têm sido movimentos de terras, quedas de muro e de estruturas, sinalizaram as fontes.
Vila Nova de Gaia ativou até domingo o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil (PMEPC), lê-se num despacho datado de sábado e publicado na segunda-feira no ‘site’ da autarquia.
Viseu, Porto, Vila Real, Viana do Castelo, Aveiro e Braga estão em aviso laranja devido à chuva "persistente e por vezes forte", adiantou esta terça-feira o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
A chuva persistente vai continuar a atingir nos próximos dias o continente, sobretudo no Norte e Centro, zonas onde já se verifica um excesso de acumulação de água devido ao mau tempo, disse à Lusa a meteorologista Alexandra Fonseca.
A depressão Marta já deixou o território português e deslocou-se para Leste, mas o território do continente continua a ser influenciado por outras depressões que se estão a formar mais a Norte no Atlântico e será ainda atravessado por ondulações frontais que estão associadas a essas depressões, explicou a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) recomendou aos cidadãos que, nos próximos dias, evitem atividades perto do mar e de rios, circulem com cautela em áreas arborizadas e não atravessem zonas inundadas.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
