Ministro das Infraestruturas garante que plano estratégico para o Porto de Leixões é para avançar
Porto Canal/ Agências
O ministro das Infraestruturas e Habitação garantiu, esta terça-feira, que o Plano Estratégico do Porto de Leixões é para avançar e que o Governo vai dialogar com a Câmara de Matosinhos, que já se manifestou contra aquele, para encontrar soluções.
“O plano é para avançar e, agora, vamos conversar com Matosinhos para encontrar soluções que mitiguem os problemas causados, segundo a Câmara Municipal de Matosinhos, e como é que nós podemos compensar Matosinhos ou alterar o projeto”, afirmou Miguel Pinto Luz.
Na apresentação do Plano Estratégico do Porto de Leixões 2025 – 2035 no Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões, em Matosinhos, o governante insistiu que quer estar em sintonia com os municípios, motivo pelo qual “tudo fará” para chegar a um entendimento com aquela autarquia, liderada pela socialista Luísa Salgueiro.
Antecipando-se a esta apresentação, a presidente da Câmara de Matosinhos revelou na segunda-feira, em conferência de imprensa, que iria dar parecer desfavorável ao novo Terminal de Contentores Norte do Porto de Leixões por fazer a cidade recuar para que o porto cresça.
Luísa Salgueiro entendeu que à semelhança do que acontece noutros portos da Europa, Leixões deveria crescer para mar e não para terra.
“O plano estratégico tem expansão para o mar, mas não pode ser só para o mar, também tem que haver expansão para a terra dentro do domínio da administração portuária e não estamos a invadir, em nenhum momento, para além das linhas de influência da própria administração portuária”, salientou Miguel Pinto Luz.
O ministro assinalou que nos próximos 10 anos vão ser investidos no Porto de Leixões mais de 1.000 milhões de euros, investimento que se traduz em novas marinas, novos terminais, novos equipamentos de acesso marítimo e novas acessibilidades.
Em sua opinião, o Porto de Leixões não pode perder capacidade de crescimento porque coloca em causa o desenvolvimento económico de toda a região Norte.
“O Porto de Leixões serve 14 milhões de cidadãos não só em Portugal, mas no Norte da Espanha toda. E portanto, o Porto de Leixões é essencial, por isso, é que nós estamos a fazer este investimento”, justificou.
