Câmara admite possível ligação entre obras do quebra-mar e degradação da água da praia em Matosinhos

Câmara admite possível ligação entre obras do quebra-mar e degradação da água da praia em Matosinhos
Foto: Porto Innovation Hub
| Norte
Porto Canal/Agências

A presidente da Câmara de Matosinhos disse não saber as causas da deterioração da qualidade da água da praia de Matosinhos, em risco de deixar de ser zona balnear, não descartando a possibilidade de estar associada às obras de prolongamento do quebra-mar.

"Nós não sabemos ainda qual é a causa que justifica a deterioração da qualidade da água. Há várias fontes possíveis, desde logo as ribeiras da Reguinha e Carcavelos, cujo efluente sai na praia", afirmou Luísa Salgueiro em conferência de imprensa.

A autarca, que está no seu terceiro e último mandato, lembrou que tem vindo a ser feita a monitorização de todo o percurso da ribeira da Riguinha, através de câmaras, inspeções e vídeos, tendo já sido eliminadas dezenas de ligações ilegais.

E o mesmo tem sido feito no rio Leça, acrescentou, referindo que há, depois, indicadores que dizem tratar-se de "carga animal", nomeadamente gaivotas.

"Portanto, ainda não é possível com certeza dizer por que razão isto acontece", reafirmou.

Luísa Salgueiro destacou que ano após ano a qualidade de água daquela praia tem vindo a piorar e, isso, também coincide com o prolongamento do quebra-mar.

"Também não podemos descartar a possibilidade de uma coisa estar ligada à outra", apontou.

E insistiu: "Neste momento nada demonstra que a situação da qualidade da água da praia de Matosinhos resulte diretamente dessa construção, mas também nada garante o contrário".

A praia de Matosinhos está em risco de não ser considerada zona balnear, aguardando-se que a autarquia tome medidas imediatas, revelou o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

Em causa estão os elevados valores de poluição e o risco para a saúde pública numa das praias mais concorridas do país, que chega a registar 14.000 utentes por dia no verão e que na última época balnear esteve interditada 18 vezes.

A autarca confessou que receia que a praia não seja considerada zona balnear, mas está a trabalhar para evitar que isso aconteça tendo já reunido com a APA.

Luísa Salgueiro, eleita pelo PS, referiu que na mesma semana e, às vezes, até de um dia para o outro, a água apresenta parâmetros completamente distintos.

Portanto, a solução passará pela construção de um exutor (emissário submarino ou estrutura de descarga) para encaminhar as águas da ribeira da Riguinha até uma zona mais a jusante, evitando a concentração das cargas poluentes na zona balnear, explicou.

"Mas é uma solução de difícil execução técnica, mas que tem já a validação da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) e das câmaras do Porto e Matosinhos", assinalou.

+ notícias: Norte

Ministro das Infraestruturas garante que plano estratégico para o Porto de Leixões é para avançar

O ministro das Infraestruturas e Habitação garantiu, esta terça-feira, que o Plano Estratégico do Porto de Leixões é para avançar e que o Governo vai dialogar com a Câmara de Matosinhos, que já se manifestou contra aquele, para encontrar soluções.

Circulação ferroviária suspensa na Linha do Norte para comboios de longo curso

A circulação na Linha do Norte, entre o Porto e Lisboa, para comboios de longo curso está suspensa devido a problemas na via causados pelo mau tempo, segundo a CP – Comboios de Portugal.

Desacato na escola de Águas Santas, na Maia, deixa feridos

A cena de pancadaria teve lugar no início da tarde desta quarta-feira, fora do recinto da Escola Básica 2/3 e Secundária de Águas Santas, e deixou, pelo menos, um polícia ferido.