Câmara diz trabalhar de forma contínua pela qualidade da água da Praia de Matosinhos
Porto Canal/Agências
A Câmara de Matosinhos garantiu que tem vindo a “trabalhar de forma contínua” pela qualidade da água da Praia de Matosinhos, tendo um programa para identificar as causas de poluição e implementar ações corretivas.
A autarquia, liderada pela socialista Luísa Salgueiro, respondia à Lusa a propósito da proposta de lista da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) de águas balneares costeiras a identificar em 2026, que diz que, este ano, a classificação da Praia de Matosinhos está pendente de a Câmara definir “um programa de medidas que incida sobre as causas de poluição” desta praia, classificada como “má” na época balnear de 2025.
“A Câmara Municipal de Matosinhos tem vindo a trabalhar de forma contínua e articulada com as entidades competentes, tendo em execução um Programa de Medidas para a Melhoria da Qualidade da Água Balnear da Praia de Matosinhos que incide na identificação das causas de poluição e na implementação de ações corretivas, programa esse que se encontra atualmente em revisão e acompanhamento permanente”, esclareceu o município à Lusa.
A autarquia garante promover “ações de monitorização regular da qualidade da água, intervenções ao nível das ribeiras que desaguam na praia, deteção e correção de ligações indevidas, bem como estudos científicos que permitem uma melhor compreensão dos fatores que influenciam a qualidade da água”.
À Lusa, o município acrescentou ainda que a classificação “má” da Praia de Matosinhos “não determina por si só” a exclusão desta praia da lista de águas balneares, uma vez que, “conforme previsto na lei”, estão em curso “medidas de gestão adequadas”.
Desde 2 de janeiro e até 2 de fevereiro está em curso uma consulta pública na plataforma participa.pt da proposta de lista de águas balneares, costeiras, de transição e interiores a identificar em 2026.
Neste concelho do distrito do Porto, a APA desaconselhou várias vezes os banhos na Praia de Matosinhos durante a época balnear de 2025.
A 2 de setembro, os banhos eram desaconselhados devido à contaminação microbiológica da água, após as análises feitas revelarem a presença de bactérias patogénicas ('Escherichia coli' e enterococos intestinais) na água.
Já no ano anterior, a água daquela praia foi também classificada como “má”, depois de em 2023 ter sido tida como aceitável e em 2022 como boa.
