Ministra da Saúde diz que tempo de espera para primeira observação diminuiu

Ministra da Saúde diz que tempo de espera para primeira observação diminuiu
| Norte
Porto Canal/ Agências

A ministra da Saúde lamentou, esta segunda-feira, que circulem algumas “inverdades” sobre o Serviço Nacional de Saúde, assegurando que este ano diminuiu o tempo de espera para primeira observação durante a epidemia da gripe.

“Este ano os tempos de espera para a primeira observação (triagem) reduziram. O SNS tem mostrado que está preparado para o que for necessário”, disse Ana Paula Martins em declarações aos jornalistas no Hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo.

Outra “inverdade”, para a ministra, refere-se ao excesso de mortalidade em Portugal.

“Portugal tem um excesso de mortalidade que é comparável a alguns outros anos, por exemplo 2022/2023”. Afirmou.

Relativamente à epidemia de gripe, disse estar em causa um “percurso longo”, sendo necessário saber também como vai “evoluir o frio”.

“Melhoramos [o SNS] de muitas e diversas maneiras, sobretudo tornando as urgências um local para os doentes urgentes”, vincou.

Questionada sobre se se dirigia a algum candidato presidencial quando criticou acusações infundadas ao SNS, uma vez que a Saúde foi um dos temas abordados durante a primeira volta da eleição, a ministra recusou fazer comentários sobre os políticos.

“O que quis dizer foi que não é um bom serviço que se presta a Portugal [dizer essas inverdades]”.

Uma coisa “é apontar necessidade de melhorar de forma construtiva”.

“Quando dizemos que nada funciona é o mesmo que dizer às pessoas o contrário do que as pessoas sentem. Assumir que o SNS e o sistema de saúde como um todo não dá resposta não é, na minha perspetiva, positivo e construtivo para o país”.

Em causa, assinalou, está um “trabalho de grande qualidade, feito de forma muito humana e abnegada”.

Segundo o Boletim de vigilância epidemiológica da gripe e outros vírus respiratórios do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) divulgado em dezembro, as infeções respiratórias graves continuam a aumentar em Portugal, sobretudo em idosos e crianças, com aumento de casos de gripe nos cuidados intensivos na semana passada e excesso de mortalidade por todas as causas.

De acordo com o INSA, na semana 50 (8 a 14 dezembro), a mortalidade por todas causas registou valores acima do esperado em Portugal, tendo sido identificados excessos de mortalidade nas regiões Norte, Centro e Algarve, em ambos os sexos e nas pessoas com mais de 75 anos.

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