Metro do Porto remete prazos, datas e explicações sobre Linha Rosa para dia 20

Metro do Porto remete prazos, datas e explicações sobre Linha Rosa para dia 20
| Porto
Porto Canal/Agências

O novo presidente da Metro do Porto, Emídio Gomes, recusou comprometer-se com prazos sobre a conclusão da obra da Linha Rosa e remeteu explicações sobre eventuais derrapagens para a reunião pública de executivo municipal de dia 20.

“Até ao São João [24 de junho], todos os impedimentos à superfície estarão solucionados. Sobre a obra, a entrada em funcionamento, no dia 20 terão notícias”, disse Emídio Gomes exatamente num dos túneis que está em construção para dar corpo à Linha Rosa, numa visita para a qual a Metro e Câmara do Porto convidaram a imprensa.

Em causa uma linha cujo percurso é totalmente subterrâneo entre São Bento e Casa da Música, no Porto, incluindo as estações intermédias de Hospital Santo António e Galiza, bem como um ramal de ligação ao tronco comum que, após vários atrasos, estava previsto estar pronta no primeiro trimestre deste ano.

Insistindo no único compromisso com o qual poderia avançar é de que a Metro está a fazer os possíveis para que nos festejos de São João – festa que se realiza em junho já no final do segundo trimestre do ano e às portas do segundo semestre – não se sintam constrangimentos de obra à superfície, Emídio Gomes remeteu prazos e explicações sobre a operação comercial desta linha para dia 20.

“Nós temos agendada uma reunião para dia 20, daqui a 11 dias, com o executivo camarário. A administração da Metro foi chamada. Até por uma questão de respeito para com todos, sobre a data de conclusão da obra, nós diremos um prazo no dia 20 ao executivo camarário”, referiu.

Com um custo de pelo menos 304,7 milhões de euros, a Linha Rosa terá ligação às atuais estações de metro Casa da Música e São Bento.

Também questionado sobre custos, investimentos e eventuais derrapagens, Emídio Gomes foi perentório: “No dia 20 serão dadas as explicações necessárias sobre essa matéria”.

A visita foi acompanhada pelo presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, que sobre estas matérias remeteu a resposta para a Metro do Porto, reconhecendo que, “embora a cidade esteja muito satisfeita por beneficiar no futuro desta linha, a cidade não está de facto satisfeita com os atrasos que têm ocorrido”.

“Aquilo que queremos, em primeiro lugar, é desimpedir de facto a via pública dos constrangimentos associados a esta obra que são muito significativos. Que têm sido, nos últimos anos, muito significativos. Esse é o nosso primeiro objetivo. Ficamos muito satisfeitos por haver já este compromisso e esta vontade por parte da Metro de ajudar a cidade de uma forma que, se calhar, não sentimos no passado”, disse Pedro Duarte.

Quanto a exigências para com o “segundo grande objetivo”, a operação comercial da Linha Rosa, o autarca preferiu ser cauteloso.

“Acho que, quanto mais cedo estiver, melhor. Mas nós compreendemos que tudo isto tem que ser feito com a segurança, com a solidez, necessárias para, quando a operação começar, tudo estar feito de maneira a não criar outro tipo de constrangimentos”, referiu.

Reconhecendo, no entanto, que lhe passa “todos os dias” pela cabeça que medidas tomar se existirem derrapagens, Pedro Duarte recusou falar em prazos ou margens de tolerância.

“O que é que significaria isso de ser intolerável? Não posso tomar conta da obra, como imaginam, nem prender ninguém. Aquilo que eu posso fazer é, de facto, há sensibilização política, se quisermos até pressão política, no sentido positivo do termo. Isso tenho feito e tenho tido a sorte de ter um acolhimento muito grande com quem é meu interlocutor”, apontou.

Ainda questionado sobre quando serão introduzidos os transportes gratuitos, uma das bandeiras de campanha de Pedro Duarte nas eleições autárquicas de outubro, respondeu: “O que posso dizer é que temos como garantia que isso dos transportes públicos gratuitos até o final do ano estará em vigor".

Quanto a prazos e informações sobre a Linha Rubi, que ligará a estação da Casa da Música (Porto) a Santo Ovídio (Vila Nova de Gaia), não foi dada informação.

“Hoje não direi nada por uma questão de respeito. Estamos aqui, por baixo de uma praça tão emblemática como é a Praça dos Leões, a Praça Gomes Teixeira, e falar da linha Rubi, em que 90% do traçado é em Vila Nova de Gaia podia ser deselegante”, disse Emídio Gomes.

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