Novo executivo de Gaia diz que município desistiu de quase 16 milhões de euros do PRR

Novo executivo de Gaia diz que município desistiu de quase 16 milhões de euros do PRR
Foto: Lusa
| Norte
Porto Canal/Agências

O vereador da Câmara de Gaia Firmino Pereira disse esta terça-feira na reunião do executivo que o município desistiu de 15,81 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), falando em "negligência política" do anterior executivo municipal.

Numa intervenção na reunião pública da Câmara de Gaia, que decorreu esta terça-feira nos Paços do Concelho, o vereador com o pelouro dos Equipamentos Públicos e Espaço Público elencou quatro projetos dos quais a autarquia terá desistido de obter fundos do PRR no tempo a liderança do PS.

Em causa, segundo os números adiantados esta terça-feira por Firmino Pereira, que faz parte da vereação do executivo liderado por Luís Filipe Menezes (PSD/CDS-PP/IL) estão as obras na Escola Básica de Santa Marinha, no valor de 8,5 milhões de euros, a Unidade de Saúde dos Carvalhos (já em construção), de 4,8 milhões de euros, a Unidade de Recursos Assistenciais Partilhados de Oliveira do Douro (1,185 milhões de euros) e a Unidade de Saúde Familiar (USF) de Grijó (1,325 milhões de euros).

Segundo o responsável, a desistência dos projetos foi votada na reunião de Câmara de 7 de julho, já presidida por Marina Mendes, após a saída de Eduardo Vítor Rodrigues do cargo, em 30 de junho, algo comprovado pelas atas da reunião de câmara consultadas pela Lusa, e que contou com a aprovação por unanimidade, ou seja, também do vereador do PSD presente na reunião, Rui Rocha Pereira.

"Solicitei ao senhor presidente da Câmara, que já aprovou esse pedido, a realização de uma auditoria interna sobre a Escola Básica de Santa Marinha", disse Firmino Pereira, acrescentando depois que o procedimento teria de ser alargado a outros procedimentos, falando em "negligência política" do anterior executivo.

Na resposta, o vereador do PS João Paulo Correia disse não se furtar ao debate mas exigiu que todos estejam "em pé de igualdade" quanto à informação disponibilizada, considerando que "a documentação existente não é suficiente para fazer uma conclusão".

O socialista fez um requerimento oral e pediu "toda a informação" sobre os casos em apreço, dizendo ainda que Firmino Pereira sugeriu que "houve dolo" no processo de desistência, algo que estava por provar.

Já o presidente da autarquia, Luís Filipe Menezes, disse que a desistência do acesso aos fundos do PRR "é um ato proativo", pelo que para si "não há dúvida".

"Para mim, é gestão danosa. Se se vier a confirmar aquilo que ali está, eu participarei às autoridades que foi um ato de gestão danosa", que "pode não ser voluntariamente para prejudicar ninguém", mas é "incompetente e grave".

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