Operação Babel. Advogado de Paulo Malafaia refere que MP fez deste “o diabo em pessoa”
Porto Canal/Agências
O advogado do empresário imobiliário Paulo Malafaia, acusado de corrupção no processo da Operação Babel, disse esta terça-feira que o Ministério Público (MP) fez dele “o diabo em pessoa”.
“O MP fez de Paulo Malafaia o diabo em pessoa”, afirmou Pedro Alhinho durante as alegações finais no Tribunal de Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto.
Para Pedro Alhinho, a acusação do MP é “uma mão cheia de nada e uma mão cheia de coisa nenhuma”.
Paulo Malafaia, que está com apresentações periódicas às autoridades, depois de 23 meses em prisão preventiva, é um dos 16 arguidos da Operação Babel, relacionada com a alegada viciação e violação de normas e instrução de processos de licenciamento urbanísticos em Gaia.
O empresário está acusado de dezenas de crimes económicos, como corrupção e tráfico de influências, tal como o ex-vice-presidente da Câmara de Gaia Patrocínio Azevedo, o fundador do grupo Fortera, Elad Dror, e o advogado João Pedro Lopes.
O MP sustenta que Paulo Malafaia e Elad Dror “combinaram entre si desenvolverem projetos imobiliários na cidade de Vila Nova de Gaia, designadamente os denominados Skyline/Centro Cultural e de Congressos, Riverside e Hotel Azul”, contando com o alegado favorecimento por parte do antigo vice de Gaia, que receberia em troca dinheiro e bens materiais, como relógios.
O advogado de Pedro Malafaia, que teceu duras críticas ao MP, salientou que este “atirou com todos os crimes à parede”, tendo aqueles sido iguais para todos.
“O MP tem medo do concreto, da verdade e está refém das conclusões a que se permitiu”, assinalou.
Pedro Alhinho considerou que o MP é “absolutamente obcecado por Paulo Malafaia porque passou o julgamento a falar dele quando as testemunhas pouco falaram e quando falaram contrariaram a acusação”.
O empresário imobiliário falou sempre e nunca procurou justificações estapafúrdias, frisou.
A Câmara de Gaia, atualmente liderada pelo social-democrata Luís Filipe Menezes, que regressou à câmara e acabou com 12 anos de liderança socialista, desistiu de ser assistente do processo e do pedido da indemnização de 50 mil euros.
