Esposende investe 245 mil euros em novo passadiço dos moinhos da Apúlia
Porto Canal/Agências
A Câmara de Esposende vai investir 245.300 euros na substituição integral do passadiço da zona dos moinhos da Apúlia, na sequência da identificação de uma situação de “deterioração estrutural” que comprometia a segurança dos utilizadores, foi esta segunda-feira anunciado.
Em comunicado, o município especifica que a intervenção contempla a instalação de uma nova estrutura com cerca de 320 metros de extensão, que vai substituir integralmente o passadiço de madeira existente, “atualmente em avançado estado de degradação”.
“Face à urgência da situação, o município adjudicou uma empreitada que prevê a remoção total dos passadiços existentes e a construção de novas estruturas de visitação, concebidas segundo princípios de segurança, inclusão, durabilidade e integração paisagística”, acrescenta.
O projeto inclui ainda a eliminação de dois acessos à praia na zona das dunas dos moinhos, reforçando o caráter contínuo e seguro do percurso e garantindo acessibilidade plena a pessoas com mobilidade reduzida.
Para o município, trata-se de um “investimento relevante” na valorização ambiental e turística do território, bem como na salvaguarda da segurança pública.
Designado “Rede de Infraestruturas de Visitação da Natureza do Parque Natural do Litoral Norte (PNLN)– Apúlia”, o projeto é financiado em cerca de 150 mil euros no âmbito de um protocolo de colaboração técnica e financeira com o Fundo Ambiental e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
Este investimento enquadra-se na criação de uma rede de infraestruturas de visitação da natureza, prevista no Plano de Cogestão do PNLN 2023–2026, respondendo à necessidade de dotar o território de estruturas inclusivas e sustentáveis de fruição da natureza.
“Para além da melhoria das condições de visitação do PNLN, o projeto contribui para o reforço do sentimento de pertença ao património natural local, promovendo o reconhecimento da importância da preservação dos habitats naturais e a sensibilização para os valores ecológicos e os serviços dos ecossistemas, com especial enfoque nas gerações mais jovens”, refere ainda o comunicado.
Os trabalhos tiveram início no dia 4 de dezembro e têm uma duração prevista de 90 dias, estimando-se que a nova estrutura esteja plenamente funcional no final do primeiro trimestre de 2026.
