Presidenciais. Gouveia e Melo denuncia pressões para retirar apoio à sua candidatura

Presidenciais. Gouveia e Melo denuncia pressões para retirar apoio à sua candidatura
| Política
Porto Canal/Agências

O candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo disse este domingo que há vários casos de pessoas que foram pressionadas a não apoiar a sua candidatura, considerando tratar-se de uma questão cultural.

“Sim, foi mais do que um caso. De candidaturas que já tinham sido assinadas e depois pediram para tirar a candidatura por pressão superior, se lhe posso chamar assim”, referiu, sem querer indicar nomes.

O candidato, que falava aos jornalistas à margem de uma reunião com membros da Universidade do Algarve, em Faro, justificou-se dizendo que não seria na comunicação social que iria divulgar nomes e que, se achasse que tinha havido um crime, faria a denúncia no sítio certo.

Numa entrevista à TSF e ao Jornal de Notícias este domingo divulgada, Henrique Gouveia e Melo denunciou “uma pressão tremenda dos partidos” para que os seus membros se afastassem da sua candidatura, defendendo que “não podem usar o poder das estruturas do Estado para condicionar eleitores”.

Questionado sobre como se podem inverter essas tentativas de condicionamento, o candidato a Belém referiu que é preciso “perceber verdadeiramente o que é a democracia”, argumentando tratar-se de uma questão cultural.

“[A existência de pressões] É cultural. Isto é um problema cultural. E nós temos que perceber que não podemos condicionar ninguém. Muito menos usar o poder, direto ou indireto, para condicionar opções. Quem não pensa assim não é verdadeiramente democrata”, concluiu.

Questionado pelos jornalistas sobre o facto de o helicóptero de emergência médica de Loulé estar inoperacional devido a uma avaria técnica, o que acontece pela segunda vez no espaço de cerca de um mês, o candidato defendeu que o Estado deve sempre garantir uma resposta quando é necessário.

“O Estado devia ter o princípio da precaução para garantir que terá sempre uma resposta quando for necessário. Quando o Estado faz uma negociação, deve ter esse princípio e deve prever essa negociação e depois deve verificar se essas condições são ou não possíveis de garantir pelas empresas em questão”, afirmou.

O helicóptero de emergência médica de Loulé é um dos quatro que começaram a operar em pleno em 1 de novembro, diariamente por períodos de 24 horas, ao fim de um atraso de quatro meses, ao abrigo de um novo contrato de helitransporte de emergência, adjudicado à empresa maltesa Gulf Med Aviation Servisses (GMAS).

Questionado sobre se concorda que em casos estratégicos o Estado tenha os seus próprios equipamentos, em vez de estabelecer contratos com empresas, Gouveia e Melo defendeu que ambas as opções “são exequíveis”, no entanto, qualquer uma destas soluções tem de apresentar alternativas em caso de falha.

“De facto, há uma coisa que me entristece. Eu continuo a dizer que há muito improviso no Estado português. Há alguma falta de exigência, por um lado, e também falta de responsabilização num conjunto de atores que estão no Estado e que fazem um conjunto também de atos administrativos sem as precauções necessárias para evitarem situações como a que estamos hoje a viver”, argumentou.

+ notícias: Política

PSD: Montenegro eleito novo presidente com 73% dos votos

O social-democrata Luís Montenegro foi hoje eleito 19.º presidente do PSD com 73% dos votos, vencendo as eleições diretas a Jorge Moreira de Silva, que alcançou apenas 27%, segundo os resultados provisórios anunciados pelo partido.

Governo e PS reúnem-se em breve sobre medidas de crescimento económico

Lisboa, 06 mai (Lusa) - O porta-voz do PS afirmou hoje que haverá em breve uma reunião com o Governo sobre medidas para o crescimento, mas frisou desde já que os socialistas votarão contra o novo "imposto sobre os pensionistas".

Austeridade: programa de rescisões poderá conter medida inconstitucional - jurista

Redação, 06 mai (Lusa) - O especialista em direito laboral Tiago Cortes disse hoje à Lusa que a constitucionalidade da medida que prevê a proibição do trabalhador do Estado que rescinde por mútuo acordo voltar a trabalhar na função Pública poderá estar em causa.