IGAS investiga caso de bebé de 4 meses retirada do Hospital de Gaia

IGAS investiga caso de bebé de 4 meses retirada do Hospital de Gaia
Foto: CM Vila Nova de Gaia
| Norte
Porto Canal/Agências

A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) instaurou um processo de inspeção à unidade Local de Saúde Gaia/Espinho (ULSGE) na sequência do caso de uma bebé de 4 meses que acabou entregue a uma instituição.

“O processo de inspeção (…) tem como objetivo avaliar os mecanismos de segurança naquela unidade hospitalar”, refere a IGAS numa nota enviada à agência Lusa.

Especificando que este processo surge “na sequência de notícias (…) relativas à retirada de um bebé de 4 meses pela mãe do internamento de pediatria do Hospital Eduardo Santos Silva (…) contornando as medidas de segurança”, a IGAS indica que a inspeção foi requerida, na quinta-feira, por despacho do Inspetor-geral.

Na quarta-feira, uma criança de 4 meses foi retirada pela mãe do internamento de Pediatria do hospital de Gaia na quarta-feira, contornando as medidas de segurança.

A mãe retirou a filha do hospital durante a tarde, "após ter sido informada pelo tribunal, durante a manhã, de que a criança seria entregue a uma família de acolhimento" ainda durante o dia de quarta-feira, referiu fonte hospitalar, acrescentando que a ULSGE tinha um inquérito interno.

O caso foi avançado pelo Jornal de Notícias (JN), que referiu que o hospital comunicou o desaparecimento da bebé à PSP e ao tribunal.

A bebé regressou na quinta-feira ao final da tarde ao hospital de Gaia, após ser entregue na GNR dos Carvalhos, e já se encontra numa instituição, revelou esta sexta-feira à Lusa fonte hospitalar.

O presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) de Gaia/Espinho, Luís Matos, disse na quinta-feira estar a "avaliar tudo o que se passou" no caso da mãe que retirou a bebé do internamento.

"Nós vamos avaliar tudo, vamos avaliar o sistema das pulseiras, vamos avaliar como é que foi possível ela ter sido retirada e vamos fazer os testes todos que pudermos", garantiu Luís Matos aos jornalistas.

A pulseira eletrónica foi encontrada intacta no caixote do lixo da casa de banho do quarto onde a criança estava internada.

"Temos de retirar daqui uma aprendizagem para que isto não se repita, isto não pode voltar a acontecer, nós não vamos deixar que isto volte a acontecer e, por isso, vamos retirar daqui todos os ensinamentos", referiu.

Luís Matos insistiu que o hospital, no distrito do Porto, está a avaliar tudo aquilo que se passou e como é que a mãe conseguiu tirar a pulseira da bebé.

Na quinta-feira, a GNR referiu que a bebé foi entregue ao final da tarde no Posto dos Carvalhos, em Vila Nova de Gaia, acrescentando que a criança seguiu para o hospital para ser avaliada.

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