Operação Babel. Advogado de João Pedro Lopes refere que este “nunca corrompeu ninguém”

Operação Babel. Advogado de João Pedro Lopes refere que este “nunca corrompeu ninguém”
| Norte
Porto Canal/Agências

O advogado de João Pedro Lopes, acusado de corrupção no processo da Operação Babel, disse esta sexta-feira que ele nunca corrompeu ninguém ou foi corrompido.

“Nunca João Pedro Lopes corrompeu ou foi corrompido”, referiu Pedro Maldonado durante as alegações finais no Tribunal de Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto.

Por esse motivo, Pedro Maldonado pediu a absolvição integral de João Pedro Lopes, que exerce advocacia há 30 anos, porque nunca praticou os factos de que está acusado.

João Pedro Lopes, que está com apresentações periódicas às autoridades, é um dos 16 arguidos da Operação Babel, relacionada com a alegada viciação e violação de normas e instrução de processos de licenciamento urbanísticos em Gaia.

O advogado está acusado de dezenas de crimes económicos, como corrupção e tráfico de influências, tal como o ex-vice-presidente da Câmara de Gaia Patrocínio Azevedo e os empresários do ramo imobiliário Paulo Malafaia e Elad Dror, fundador do grupo Fortera.

O Ministério Público (MP) sustenta que Elad Dror e Paulo Malafaia “combinaram entre si desenvolverem projetos imobiliários na cidade de Vila Nova de Gaia, designadamente os denominados Skyline/Centro Cultural e de Congressos, Riverside e Hotel Azul”, contando com o alegado favorecimento por parte do antigo vice de Gaia, que receberia em troca dinheiro e bens materiais, como relógios.

“A absolvição dos arguidos será mais do que justa porque existiu uma perseguição durante meses. Em processo penal não basta suspeitar, é preciso provar”, insistiu Pedro Maldonado.

Em sua opinião, o MP confundiu “alhos com bugalhos” vendo corrupção e prevaricação nas relações entre os arguidos.

“Pedro Maldonado salientou que João Pedro Lopes nunca tentou condicionar Patrocínio Azevedo para a prática de qualquer ato violando as suas funções.

“Que fique claro que o arguido [João Pedro Lopes] nunca entregou um euro que seja ao engenheiro Patrocínio Azevedo”, ressalvou.

E acrescentou: “Não deixa de ser estranho que, com tantas vigilâncias, não haja um 'frame' [imagem] da alegada entrega de dinheiro”.

A Câmara de Gaia, atualmente liderada pelo social-democrata Luís Filipe Menezes, que regressou à câmara e acabou com 12 anos de liderança socialista, desistiu de ser assistente do processo e do pedido da indemnização de 50 mil euros.

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