Rede Social da Feira celebra 25 anos e 8,6 milhões de euros de apoios a 8000 famílias em dificuldades

Rede Social da Feira celebra 25 anos e 8,6 milhões de euros de apoios a 8000 famílias em dificuldades
Foto: Rede Social de Santa Maria da Feira | Facebook
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Porto Canal/Agências

A Rede Social de Santa Maria da Feira celebra em 2025 os seus 25 anos de atividade e, segundo dados revelados esta terça-feira pela autarquia, nesse período aplicou mais de 8,6 milhões de euros em apoios a 8.000 famílias.

Esse valor global refere-se apenas às verbas que a Câmara Municipal da Feira distribuiu pelos 115 parceiros que constituem a referida rede do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto, entre os quais se incluem 54 instituições particulares de solidariedade social, 21 juntas de freguesia, 15 conferências vicentinas e 25 outras entidades de setores como os da saúde, segurança social e forças de segurança.

Fora dos 8,6 milhões de euros fica a despesa não discriminada que a autarquia teve com 24 terrenos doados a entidades da rede, oito edifícios sociais que construiu para atividade da mesma e 45 projetos de arquitetura aos quais deu apoio técnico, o que terá constituído “a maior fatia do investimento”, no âmbito da estrutura que visa ajudar a comunidade em domínios como alimentação, medicação, apoio à vítima, migrações e gravidez, entre muitos outros.

“Nestes 25 anos, foi construída em Santa Maria da Feira uma rede social sólida, dinâmica e inclusiva, que, graças ao envolvimento de diversas instituições, técnicos e voluntários, todos com dedicação e espírito de missão, tem estado na linha da frente do cuidado com as pessoas, a promover verdadeira coesão social”, declarou à Lusa o presidente da câmara, Amadeu Albergaria.

A existência dessa rede veio agilizar a cooperação institucional entre as diversas entidades integradas no grupo e, sob a articulação da autarquia, permite que um determinado problema, mesmo não podendo ser tratado pela instituição que o identificou, seja rapidamente encaminhado para o parceiro com competências para o resolver ou atenuar.

Nem todas as valências da rede surgiram logo no arranque do programa, em 2000, mas, na generalidade, os grandes beneficiários desse trabalho têm sido as pessoas mais vulneráveis do concelho, na sua maioria idosos (3.514 pessoas em 25 anos), crianças e jovens em risco (5.455), vítimas de violência doméstica (2.095), desempregados, migrantes e refugiados (1.215), portadores de deficiência (354) e doentes crónicos ou com dependências (725).

Só em apoio alimentar, especificamente, Amadeu Albergaria realça que a Rede Social da Feira ajudou “mais de 10.800 pessoas nestes 25 anos”, mediante a doação direta de cabazes ou distribuindo “mais de 57.400 refeições doadas por restaurantes solidários”.

A estrutura dinamiza ainda programas de tipologia bem diferente, entre os quais: o Emili@, de literacia digital para adultos; o Passeios na Minha Terra, de visitas guiadas ao património; o Movimento e Bem-estar, com sessões semanais como as de hidroginástica; o Termal Senior, que facilita tratamentos termais a idosos; o Hortas Comunitárias, para cultivo de bens alimentares; o LABinDança, de expressão artística para portadores de deficiência; etc.

As expectativas da Rede Social da Feira passam agora por concretizar até 2030 uma série de projetos que, no total, representam para a câmara mais de 25 milhões de euros. O objetivo desse investimento é, no caso da Terceira Idade, viabilizar mais 360 camas em estruturas residenciais para idosos, 403 vagas em serviço domiciliário e 86 em centros de dia, e, no que se refere a crianças, criar mais 78 lugares em creches.

Esses planos também incluem a criação de 60 vagas em centros de cuidados continuados e unidades de dia promotoras de autonomia, 50 lugares em equipamentos de habitação colaborativa e 40 em centros de atividades para portadores de deficiência.

“As exigências de apoio social são hoje bem maiores do que eram há 25 anos, quando a Rede nasceu, porque agora temos uma população mais envelhecida e o apoio familiar que as crianças recebem é muito diferente”, defende Amadeu Albergaria.

O combate à pobreza também nem sempre é o que está em causa: “O caso da população sénior é o que melhor demonstra que, muitas vezes, o problema é a solidão e a falta de cuidados, o que explica as longas listas de espera em lares e centros de dia”.

Se a câmara prevê criar mais camas para a comunidade idosa, é precisamente para atenuar essa solitude e evitar a sua desmotivação na velhice.

“Quando não conseguem viver sozinhos, os seniores estão a ser colocados em lares muitos distantes do local onde moraram toda a vida e isso provoca um desenraizamento e um choque emocional muito grande, que queremos evitar. Estes idosos passaram a vida toda em Santa Maria da Feira e é aqui que queremos que estejam nos seus últimos anos, junto das suas raízes, da sua família e dos seus filhos”, conclui o autarca.

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