ETAR de Moreira da Maia remodelada para "melhorar desempenho operacional e ambiental"

ETAR de Moreira da Maia remodelada para "melhorar desempenho operacional e ambiental"
Foto: SMAS
| Norte
Porto Canal/Agências

A ETAR de Ponte de Moreira, na Maia, está a ser remodelada para “melhorar o desempenho operacional, ambiental e financeiro” da infraestrutura, representando um investimento de cerca nove milhões de euros, segundo foi apresentado.

Na apresentação da obra, que decorreu esta manhã, a responsável dos Serviços Municipalizados da Maia encarregue daquela remodelação, Cláudia Albergaria, explicou que esta a intervenção naquela Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), datada de 1995, é a “materialização do compromisso com a inovação, sustentabilidade e qualidade de vida dos cidadãos”.

“Esta requalificação pretende melhorar o desempenho ambiental e financeiro desta ETAR e dar cumprimento às novas exigências legais ao nível ambiental. Pretendemos tornar esta infraestrutura mais resiliente e sustentável, até tendo em conta as alterações climáticas”, apontou.

Segundo Cláudia Albergaria, uma das vantagens da intervenção, que terá a duração de 24 meses, é a possibilidade de “eliminar os odores” produzidos pelo funcionamento da própria estação de tratamento.

“Esta ETAR é antiga e tem odores, vamos eliminar os odores”, salientou, referindo que a empreitada “vai permitir também a redução do consumo de água através de uma unidade de água para reutilização”.

“E vamos ter uma eficiência energética grande, não só através dos novos equipamentos, mas também pela instalação de painéis fotovoltaicos”, referiu.

A responsável salientou que esta intervenção, orçada em cerca de nove milhões de euros e financiada ao abrigo do Programa Norte 2030 em 70%, vai também “permitir melhorar a qualidade do rio Leça”.

“Outra vantagem é reduzir a pressão sobre recursos de água, as emissões de gases de efeito de estufa e contribuir para a melhorar da qualidade de vida da população”, apontou.

Para o presidente da Câmara Municipal da Maia, esta obra é “um dos marcos” para a recuperação do rio Leça: “O mais importante vai ser a obra na ETAR de Parada, a segunda em que vamos intervir”, apontou António Silva Tiago.

O autarca adiantou que o projeto de execução naquela ETAR está a ser preparado e que “lá para o final do primeiro semestre deste ano” estará pronto.

“Já temos o compromisso do Ministério do Ambiente de que nos vai financiar a obra num programa nacional e que este financiamento será a 85%. Lá para o final do ano vamos lançar o concurso público internacional, a obra irá começar em 2027 e é uma obra para demorar cerca de dois anos, dois anos e meio”, apontou Silva Tiago.

Segundo informação divulgada pela autarquia, os eixos orientadores da intervenção na ETAR de Ponte de Moreira são “otimizar o perfil hidráulico da instalação, reabilitar o tratamento biológico para permitir a remoção de azoto, elevando o nível de tratamento da ETAR para terciário, e eliminar maus odores gerados durante o processo de tratamento através da instalação de um biofiltro, da construção de um edifício que albergará os principais órgãos emissores de odores e da desativação dos digestores atualmente existentes”.

Pretende-se ainda “reduzir o consumo de água de abastecimento com recursos à instalação de uma unidade de produção de água para reutilização” e “promover a eficiência energética da ETAR com recurso à instalação de uma Unidade de Produção para Autoconsumo”.

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