Santo Tirso aprova orçamento de 81,2 milhões de euros para 2026 com votos contra da oposição

Santo Tirso aprova orçamento de 81,2 milhões de euros para 2026 com votos contra da oposição
Foto: CM Santo Tirso
| Norte
Porto Canal/Agências

A Câmara de Santo Tirso, liderada pelo PS, aprovou esta quinta-feira o orçamento municipal para 2026 “com o maior valor de sempre” de 81,2 milhões de euros, com os votos contra dos três vereadores da oposição, eleitos pela coligação PSD/IL.

“Alinhado com uma estratégia de continuidade e de rigor financeiro, o Orçamento reafirma o compromisso municipal com o investimento público, o reforço do apoio às famílias e às empresas, e a criação de condições favoráveis ao desenvolvimento económico e social do concelho”, indicou esta quinta-feira esta autarquia do distrito do Porto, cujo orçamento para 2026 apresenta um acrescimento de três milhões em relação ao anterior.

Citado em comunicado, o presidente da autarquia, Alberto Costa, explicou que este reforço resulta do “aumento das transferências do Orçamento do Estado (por não estar ainda aprovado o do ano de 2026, à data da elaboração do documento, é tido em conta o de 2025), do reforço do Plano Plurianual de Investimentos, e do aumento da comparticipação por via dos fundos comunitários”.

O autarca socialista assinalou ainda que o ano de 2026 será “particularmente exigente”, já que implica a execução de verbas provenientes de fundos comunitários “que sobem 23% em relação a 2025, para 18,9 milhões de euros, destinados a financiar um conjunto de obras e projetos previstos no Plano Plurianual de Investimentos”.

O município indicou ainda que as freguesias vão beneficiar de transferências no valor de 4,1 milhões de euros.

À Lusa, o vereador da oposição Ricardo Pereira explicou o voto negativo por não ver vertido neste orçamento aquelas que foram as promessas feitas pelo PS de Santo Tirso durante a campanha para as autárquicas de outubro: um forte investimento em habitação e 43 milhões de euros para a melhoria da rede de abastecimento de água e saneamento.

O social-democrata denunciou ainda que as “transferências para as juntas de freguesias caem” cerca de 160 mil euros, algo que classificou como “impensável e que deveria fazer corar qualquer socialista de bem”.

Também na reunião de executivo desta quinta-feira, foi votada a manutenção da taxa mínima de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) nos 0,3%, proposta aprovada pelas duas forças políticas representadas nesta autarquia, assim como a manutenção do Imposto Sobre o Rendimento de Pessoas Singulares (IRS) nos 3,5%.

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