Câmara do Porto sem “intenção de suspender” projeto de Siza para Avenida da Ponte

Câmara do Porto sem “intenção de suspender” projeto de Siza para Avenida da Ponte
Foto: Porto Canal
| Porto
Porto Canal/Agências

O presidente da Câmara do Porto revelou esta sexta-feira que não tem “nenhuma intenção de suspender ou impedir” o projeto do arquiteto Siza Vieira para a Avenida da Ponte, embora o tenha herdado do anterior executivo de Rui Moreira.

“Nós vamos avaliar aquilo que é a intenção, digamos assim, prevista designadamente através do projeto [de loteamento] do arquiteto Siza Vieira, e não temos nenhuma intenção de, de alguma maneira, suspender ou impedir que isso prossiga dentro do seu curso normal”, avançou esta sexta-feira Pedro Duarte.

O autarca falava junto ao jardim que nasceu no lugar do Mercado de S. Sebastião, recentemente demolido, e que foi apresentado pelo anterior executivo municipal como sendo de “caráter provisório”, uma vez que o arquiteto Álvaro Siza Vieira estava a trabalhar num projeto de loteamento para esta zona do Centro Histórico.

Para Pedro Duarte, o novo espaço verde é um “excelente exemplo” de como se pode “transformar uma zona que era muito degradada” com investimentos de baixo custo e este projeto “não contraria” que venham a ser projetadas coisas novas nesta área junto à Avenida D. Afonso Henriques, conhecida no Porto por Avenida da Ponte.

Esta é já a terceira vez que a Câmara do Porto contrata Siza Vieira a propósito destes terrenos municipais.

A 25 de março, a empresa municipal Porto Vivo SRU assinou um contrato, por 300 mil euros, com o arquiteto Siza Vieira para elaborar um projeto de loteamento (e respetivos projetos de especialidades) para a Avenida da Ponte, depois de este já ter apresentado dois projetos para esta zona da cidade, em 1968 e 2001.

Neste terceiro projeto do arquiteto, apresentado em julho, está previsto a criação de habitação, edifícios para serviços culturais, um grande jardim, uma praça e um miradouro.

No final dos anos 40 foram demolidas várias casas para se criar uma ligação rodoviária entre o tabuleiro superior da Ponte Luís I e Praça de Almeida Garrett. Vários estudos foram feitos para esta ligação, mas a topografia deste local ia inviabilizando estes desenhos e acabou por se ‘rasgar’ a direito esta zona da cidade, nascendo assim a Avenida Dom Afonso Henriques, conhecida por Avenida da Ponte.

Ao longo dos últimos 70 anos, para preencher o vazio urbano que as demolições deixaram foram sendo apresentados vários projetos, que nunca chegaram a sair do papel.

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