Douro lança rota turística para valorizar azeite, produtores e Património Mundial

Douro lança rota turística para valorizar azeite, produtores e Património Mundial
Foto: Rota do Douro
| Norte
Porto Canal/Agências

A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Douro vai lançar uma nova rota turística centrada no azeite, que inclui visitas a lagares modernos e tradicionais, degustações e experiências gastronómicas, e quer valorizar os produtores que mantêm viva esta tradição.

A CIM que agrega 19 municípios anunciou esta sexta-feira, em comunicado, que o projeto "Douro: Olive Oil Experiences" quer valorizar o azeite e o território, prevendo-se que esteja operacional no segundo semestre de 2026.

"O Douro é mundialmente conhecido pelo seu vinho do Porto, mas a alma e a paisagem do nosso território não se limitam à vinha. O azeite é o nosso 'ouro líquido', um legado de séculos que enriquece as nossas terras e molda as nossas gentes”, afirmou citado em comunicado João Gonçalves, presidente da CIM Douro.

O projeto conta com o financiamento do Turismo de Portugal, através da Linha de Apoio + Interior.

“Com o ‘Douro: Olive Oil Experiences’ não estamos apenas a criar uma rota turística, estamos a dar o devido reconhecimento e valorização às variedades de azeite e à dedicação dos olivicultores, ligando a qualidade do nosso produto à experiência inesquecível da paisagem de Património Mundial", acrescentou o também presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães, no distrito de Bragança.

Esta iniciativa visa a criação de um novo produto turístico focado na gastronomia, riqueza da cultura do azeite, no património paisagístico do Douro - Património Mundial da UNESCO desde 2001, e, “sobretudo, na valorização das gentes que mantêm viva esta tradição ancestral”.

O projeto vai, segundo a CIM, integrar “experiências turísticas inovadoras, utilizando o azeite como recurso endógeno central”.

Para esta comunidade, o azeite é “um pilar da culinária regional e nacional” e um “elemento essencial no enriquecimento das terras durienses e na fixação de populações”.

“As oliveiras, a par da vinha, são guardiãs da paisagem, contribuindo para a sustentabilidade da região e para a resiliência das pequenas explorações agrícolas”, destacou a CIM no comunicado.

O novo produto turístico quer oferecer aos visitantes “uma imersão completa na cultura do azeite” e inclui degustações orientadas de azeites do Douro (diferentes variedades e perfis de sabor), visitas a lagares tradicionais e modernos para mostrar aos turistas o processo de transformação da azeitona em azeite, ‘workshops’ e experiências gastronómicas centradas no uso do azeite do Douro como ingrediente principal.

A CIM disse que o projeto “tem um forte componente de desenvolvimento local, visando apoiar a olivicultura regional, criar novas fontes de rendimento para as comunidades locais e promover a fixação das gentes que trabalham o campo.”

A comunidade intermunicipal acredita que, "ao integrar o azeite e a olivicultura na experiência turística, está a promover não só o consumo de um produto de excelência, mas também a contribuir ativamente para a valorização do território e do seu capital humano, reforçando o estatuto do Douro como destino de experiências autênticas e sustentáveis”.

A CIM Douro é composta pelos municípios de Alijó, Armamar, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Lamego, Mesão Frio, Moimenta da Beira, Murça, Penedono, Peso da Régua, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca, Torre de Moncorvo, Vila Nova de Foz Côa e Vila Real.

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