Tribunal de Contas dá 'luz verde' a obras na ponte da Foz do Sabor em Torre de Moncorvo
Porto Canal/Agências
O Tribunal de Contas deu ‘luz verde’ às obras de alargamento da ponte da Foz do Sabor, no valor de 1,4 milhões euros e com um prazo de execução de meio ano, disse esta sexta-feira o presidente da Câmara de Torre de Moncorvo.
“A obra recebeu recentemente o visto prévio do Tribunal de Contas [TdC] para dar início à intervenção e recebeu a autorização da Agência Portuguesa do Ambiente [APA]”, afirmou José Meneses.
Segundo o autarca do distrito de Bragança, trata-se de uma obra no valor de 1,4 milhões de euros, cofinanciada em 60% através do Contrato Programa de Apoio às Autarquias da Direçã-Geral das Autarquias Locais (DGAL) e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), e tem um período de seis meses para a sua concretização.
“Esta obra está pronta a ser iniciada, e será quando o empreiteiro reunir todas as condições necessárias para o fazer, estando estipulado um período de cerca de seis meses para a concretização do alargamento do tabuleiro da ponte e reforço dos pilares”, indicou.
Esta ponte rodoviária “é a única via de acesso rápido” às várias aldeias situadas nas imediações da Foz do Sabor, no concelho de Torre de Moncorvo, e está interdita há vários anos ao trânsito de pesados de passageiros, socorro e mercadorias devido às más condições do tabuleiro.
“Esta é uma realidade que já leva cerca de 50 anos. Trata-se de uma obra estruturante para o concelho de Torre de Moncorvo”, vincou José Meneses.
Os trabalhos subaquáticos para verificação do estado de conservação dos pilares da ponte também já foram autorizados pela Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), acrescentou.
Segundo o autarca, as obras “vão obrigar a que as pessoas andem uma série de quilómetros através de uma estrada municipal para chegar a Moncorvo ou ao IP2”.
Mas, “esperemos que as obras sejam mais breves devido aos condicionalismos que provocam", referiu José Meneses.
Segundo o autarca social-democrata, trata-se de uma obra que vai permitir melhores acessibilidades à Foz do Sabor, não só para viaturas de emergência e socorro mas também para potenciar o turismo, porque nesta ponte um autocarro não transita e tem de andar mais de 32 quilómetros para chegar à praia fluvial do Sabor, apesar de estar perto da estrada nacional.
O território da Foz do Sabor é muito procurado no verão pelos turistas devido às suas características e por ser a última aldeia piscatória do Nordeste Transmontano.
Outras das preocupações acontece um tempo de cheias, já que localidades da Freguesia da Cabeça Boa, que engloba as aldeias da Foz do Sabor, Cabanas de Cima e Cabanas de Baixo, ficam isoladas quando a ponte fica submersa com a subida das águas dos rios Sabor e Douro.
