Viana do Castelo quer integrar grupo de trabalho sobre cinema criado pelo Governo

Viana do Castelo quer integrar grupo de trabalho sobre cinema criado pelo Governo
Foto: CM Viana do Castelo
| Norte
Porto Canal/Agências

O presidente da Câmara de Viana do Castelo quer integrar o grupo de trabalho sobre cinema criado pelo Governo, para contribuir com “possíveis ações de mitigação”, já que o concelho também está confrontado com o eventual fecho de salas.

Em comunicado esta sexta-feira enviado às redações, a Câmara de Viana do Castelo adianta que o pedido do socialista Luís Nobre seguiu, na quinta-feira, num ofício dirigido à ministra da Cultura, Juventude e Desporto.

Na terça-feira, Margarida Balseiro Lopes anunciou a criação de um grupo de trabalho sobre a exibição de cinema, num ano em que fecharam várias salas no país.

Na audição parlamentar sobre a proposta de lei do Orçamento do Estado para 2026 e questionada pelo PCP sobre a desafetação e fecho de salas de cinema, Margarida Balseiro Lopes disse que “o tema da desafetação está no topo das prioridades do Governo”.

Segundo a ministra, foi criado um grupo de trabalho com o Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA) e com a Inspeção-Geral das Atividades Culturais (IGAC) “para avaliar a melhor forma de responder ao crescimento este ano ao pedido de desafetação de salas”.

Luís Nobre diz ter acolhido “com agrado” o anúncio da criação do grupo de trabalho, que deverá “avaliar a melhor forma de responder ao aumento dos pedidos de desafetação de salas”.

“Considerando que esta atividade cultural é de relevante interesse para o concelho e para a região, o presidente da Câmara demonstra o agrado pela iniciativa e mostra toda a disponibilidade da autarquia e, mesmo da associação Ao Norte, para contribuir de forma positiva para este grupo e possíveis ações de mitigação”, adianta a nota.

Segundo a autarquia, no ofício enviado à ministra, o presidente refere “que, recentemente, a Câmara de Viana do Castelo foi confrontada com notícias da intenção da administração do Estação Viana Shopping proceder à desafetação das quatro salas de cinema do centro comercial, que são atualmente exploradas pela Cineplace”.

Destaca que “estas notícias deixaram os vianenses, os agentes culturais e o executivo que lidero apreensivos, uma vez que se trata de um equipamento que serve uma atividade cultural de relevante interesse para Viana do Castelo”.

“Nesse sentido, foi contactada a empresa que detém as salas de cinema e, paralelamente, a Ao Norte – Associação de Produção e Animação Audiovisual, associação responsável pela divulgação do cinema e audiovisual no concelho e no distrito”, adianta a nota.

No ofício, Luís Nobre adianta que aquela “associação, com a colaboração da Câmara de Viana do Castelo e do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), tem vindo a desenvolver junto das crianças e jovens o projeto Escolas Em Grande Plano, que contempla atividades originais e diversificadas de literacia cinematográfica, em ações realizadas ao longo do ano letivo, que atravessam todos os níveis de ensino”.

A agência Lusa noticiou em setembro que os distritos de Beja, Bragança e Portalegre não têm exibição comercial de cinema, regular, diversificada e diária, e que há complexos de cinema no país, dentro de centros comerciais, onde foi pedida a desafetação da atividade de cinema em várias salas.

De acordo com a IGAC, na altura, o Arrábida Shopping, em Vila Nova de Gaia, foi autorizado a desafetar a atividade cinematográfica em nove das 20 salas do centro comercial, por questões de “viabilidade económica”.

De acordo com a IGAC, este ano também foram feitos pedidos de desafetação de outras salas de cinema em centros comerciais em Viana do Castelo e em Braga.

Em agosto, a Lusa noticiou que a administração do Estação Viana Shopping, em Viana do Castelo, pediu, em maio, a desafetação das quatro salas de cinema do centro comercial, mas, "de momento", o complexo explorado pela Cineplace, que até quer investir mais, continuará a funcionar.

"Quanto aos cinemas Cineplace Estação Viana Shopping, o pedido de desafetação foi efetuado pelo proprietário: Estação Viana Centro Comercial, SA", referiu fonte oficial da Inspeção-Geral das Atividades Culturais (IGAC) à Lusa em 7 de agosto.

De acordo com a IGAC, "a justificação apresentada pela requerente para o pedido assenta no facto de as salas de exibição cinematográfica não terem, atualmente, espectadores em número suficiente que justifiquem o seu funcionamento".

À data, a empresa Cineplace, questionada pela Lusa na sequência da informação remetida pela IGAC, disse que o encerramento dos cinemas "não tem qualquer fundamento", estando até a "desenvolver planos para investir na modernização do cinema de Viana do Castelo".

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