Operação Marquês. José Sócrates acusa juíza de "prejudicar e destratar" a sua defesa

Operação Marquês. José Sócrates acusa juíza de "prejudicar e destratar" a sua defesa
| País
Porto Canal/Agências

O ex-primeiro ministro José Sócrates acusou esta terça-feira a presidente do coletivo de juízes que julga o processo Operação Marquês de prejudicar a sua defesa e de destratar o seu advogado, que esta manhã renunciou ao mandato de defensor.

“A hostilidade do tribunal para com o meu advogado chegou a um ponto insuportável para a sua dignidade profissional”, escreveu José Sócrates num comunicado, acrescentando que Pedro Delille vai continuar a representá-lo “nos processos internacionais que estão em curso”.

O antigo primeiro-ministro fez referência a uma das sessões de julgamento da semana passada, a propósito do testemunho da sua mãe. “Legalmente, exatamente por ser minha mãe, não está obrigada a testemunhar, embora a sua vontade fosse fazê-lo”, referiu José Sócrates, o principal arguido deste processo e que está a ser julgado por 22 crimes que incluem corrupção.

Por indicação médica, lê-se no comunicado, a mãe de Sócrates terá sido aconselhada a não prestar declarações em tribunal.

“Pedi ao meu advogado que entregasse o atestado médico no tribunal pensando que todos compreenderiam a situação. Estava profundamente equivocado: a senhora juíza [Susana Seca] achou que estávamos a brincar”, acrescentou o ex-primeiro-ministro no comunicado.

Também na semana passada, escreveu José Sócrates, o seu advogado Pedro Delille terá delegado a representação do antigo primeiro-ministro noutro advogado “que, infelizmente, chegou atrasado à sessão de julgamento por razões que explicou detalhadamente ao tribunal”.

“E, no entanto, a senhora juíza aproveitou a oportunidade para, mais uma vez, maltratar o meu advogado e prejudicar a minha defesa”, acrescentou.

Pedro Delille enviou esta manhã ao Tribunal Central Criminal de Lisboa um requerimento para renunciar ao mandato de defensor de José Sócrates e, no documento a que a Lusa teve acesso, o advogado falou num "simulacro de julgamento" e justificou a renúncia com "razões deontológicas", depois de, na semanada passada, o coletivo de juízes ter decidido reportar à Ordem dos Advogados a conduta profissional do causídico, por este ter presumido que a sessão iria começar mais tarde e ter chegado atrasado.

"Fiquei definitiva e absolutamente convencido, após o episódio da passada quinta-feira, que soma a tudo o resto oportunamente denunciado, de que continuar neste julgamento violenta em termos insuportáveis a minha consciência como advogado e a ética que me imponho, a minha independência, integridade e dignidade profissional e pessoal", sustentou.

Para representar o ex-governante foi nomeado o advogado oficioso José Ramos, que, na sua primeira intervenção na audiência desta terça-feira, pediu 48 horas para consultar o processo.

O requerimento foi rejeitado pela presidente do coletivo de juízes, Susana Seca, com o argumento de que a Operação Marquês é um processo urgente e de que o prazo seria "manifestamente insuficiente" para ficar a conhecer os autos.

José Sócrates, de 68 anos, está pronunciado (acusado após instrução) de 22 crimes, incluindo três de corrupção, por ter, alegadamente, recebido dinheiro para beneficiar em dossiês distintos o grupo Lena, o Grupo Espírito Santo (GES) e o 'resort' algarvio de Vale do Lobo.

No total, o processo conta com 21 arguidos, que têm, em geral, negado a prática dos 117 crimes económico-financeiros que lhe são imputados.

O julgamento decorre desde 3 de julho e tem sessões agendadas pelo menos até 18 de dezembro de 2025.

+ notícias: País

FC Porto vai ter jogo difícil frente a Belenenses moralizado afirma Paulo Fonseca

O treinador do FC Porto, Paulo Fonseca, disse hoje que espera um jogo difícil em casa do Belenenses, para a 9.ª jornada da Liga de futebol, dado que clube "vem de uma série de resultados positivos".

Proteção Civil desconhece outras vítimas fora da lista das 64 de acordo com os critérios definidos para registar os mortos dos incêndios na região centro

A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) disse hoje desconhecer a existência de qualquer vítima, além das 64 confirmadas pelas autoridades, que encaixe nos critérios definidos para registar os mortos dos incêndios na região centro.

FC Porto em sub17 recebe e vence Padroense 2-1

A equipa de Sub-17 do FC Porto recebeu e bateu este domingo o Padroense (2-1), no Olival, em jogo da 11.ª jornada da 2.ª fase do Campeonato Nacional de Juniores B. Francisco Ribeiro (41m) e Pedro Vieira (62m) assinaram os golos dos Dragões, que mantêm a liderança da série Norte, com 28 pontos, mais três do que o Sporting de Braga.