Rui Moreira diz que continuará “a seguir” o Porto e pede que se respeite próximo executivo

Rui Moreira diz que continuará “a seguir” o Porto e pede que se respeite próximo executivo
Foto: Pedro Benjamim | Porto Canal
| Porto
Porto Canal/Agências

Rui Moreira garantiu esta sexta-feira que vai continuar "a seguir" os assuntos relacionados com a cidade do Porto e, perante uma sala com vários trabalhadores do município, pediu que se "respeite muito" o próximo executivo.

"Para mim foi uma enorme honra ser presidente desta câmara. Vou continuar a seguir a cidade do Porto, mas peço, acima de tudo, que respeitem muito o executivo que vem. Eu sei que, quando há estas transições, nós passamos por isso. As pessoas ficam sempre a achar, será que agora vai ser …? Vai ser ótimo" declarou, entre risos, Rui Moreira, naquela que foi a sua última intervenção enquanto presidente da Câmara do Porto, antes da tomada de posse dos novos órgãos eleitos a 12 de outubro.

O autarca falava durante um evento de apresentação do livro "Super Bock Arena - Pavilhão Rosa Mota", da coleção "Fazer Cidade", coeditada pelo município e pelas Edições Tinta-da-china, que disse ter o propósito de funcionar como uma "prestação de contas".

Recordando a história do Pavilhão Rosa Mota, nos Jardins do Palácio de Cristal, o presidente cessante sugeriu que "as cidades são feitas destas dificuldades e destas histórias".

"As cidades não são coisas fáceis, não são coisas que se resolvem como se resolve um desenho ou um projeto, porque têm enormes complexidades. Felizmente nós temos uma memória seletiva, e muitas vezes, ao mesmo tempo, temos muito medo de arriscar. E nós aqui devemos dizer que arriscamos bastante", considerou, numa referência à opção por concessionar o espaço de espetáculos a privados.

Rui Moreira usou as "suas últimas palavras" para agradecer "aos eleitos, aos quadros da Câmara Municipal do Porto, das empresas municipais, das pessoas que participaram, os privados que acreditaram que era possível fazer estas mudanças".

À margem do evento, rejeitando fazer um balanço dos últimos 12 anos, o edil disse à Lusa apenas estar "muito agradecido às pessoas" que em si confiaram, relembrando que "há 12 anos, era improvável um independente ganhar a Câmara"

Questionado pela área da cidade em que mais gostou de intervir, classificou a reabilitação do Mercado do Bolhão como, "em termos de obra pública, a mais difícil e complicada" pelo "contexto muito particular".

"Este aqui [Mercado do Bolhão] tem um significado muito importante por causa da parte da cultura, que é uma parte que eu tinha prometido que iria bem tratar. Os bairros sociais, a forma como nós tratamos o seu exterior, aquilo que estivemos a fazer nas escolas", elencou, ressalvando que não consegue escolher uma obra pública feita no seu mandato.

Moreira frisou, contudo, ter ajudado a "uma certa humanização da cidade".

"Eu acho que a cidade hoje é uma cidade que convive bem consigo e essa parte acho que nós conseguimos fazer, também graças aos executivos municipais e eu queria envolver aqui a oposição. Eu acho que nós ao longo destes 12 anos praticamente não houve querelas com a oposição. Nós conseguimos muitas vezes recuar até em projetos que eu tinha para tentarmos o maior consenso possível", concluiu.

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