PSD/CDS/IL acusa PS e Chega de “casamento” em Ramalde para eleição socialista na Mesa da Assembleia de Freguesia
Pedro Benjamim
A coligação “O Porto Somos Nós” acusa as forças políticas que compõem a oposição em Ramalde de elegerem a lista apresentada pelo Partido Socialista (PS) para a Mesa da Assembleia de Freguesia. Eduardo Serrão é o novo presidente, eleito na noite desta quarta-feira, com 10 dos 19 votos. A lista vencedora, composta pelo PSD/CDS/IL, tem nove votos e os deputados da oposição são 10.
Na tomada de posse dos Órgãos de Freguesia de Ramalde, que nas eleições autárquicas ditou a vitória da coligação “O Porto Somos Nós”, o executivo liderado por Patrícia Rapazote foi eleito com nove votos a favor e dez votos em branco, mas o destino na eleição para a Mesa da Assembleia de Freguesia foi distinto. O PS apresentou uma lista que conseguiu a maioria.
Desta forma, a Mesa da Assembleia de Freguesia presidida por Eduardo Serrão fica completa com Ivo Pinto, como 1º secretário, e Paula Oliveira sendo 2ª secretária.
“O resultado da eleição da Mesa da Assembleia de Freguesia foi recebida com total surpresa e estranheza, porque se verificou o apoio do partido Chega à lista apresentada pelo Partido Socialista, partido de que se dizem tão distantes”, afirma a presidente reeleita, Patrícia Rapazote, ao Porto Canal.
Já fonte da coligação “O Porto Somos Nós” refere que “é um casamento inexplicável entre o Partido Socialista e o Chega, que contraria a narrativa dos próprios partidos”.
Sobre o tema, Manuel Pizarro garante que “não houve qualquer envolvimento do PS a nível municipal. É um assunto da autonomia da Assembleia de Freguesia”.
Já fonte do Chega frisa ao Porto Canal que “não dá, nem deu nenhuma orientação aos seus eleitos. O Chega é oposição”.
Esta quarta-feira tomou também posse o Executivo da Junta de Freguesia, com nove votos a favor e dez votos em branco. Na visão de Patrícia Rapazote este é “um sinal claro de confiança, de estabilidade e de vontade de cooperação em prol do bem comum”.
As eleições autárquicas ditaram uma vitória da coligação PSD/CDS/IL, sem maioria. Elegeram nove deputados, os socialistas têm seis deputados, o Chega elegeu dois e o movimento “Fazer à Porto” e o Livre elegerem um cada.
