Leilão de perdidos e achados da PSP de Braga rendeu cerca de 4900 euros

Leilão de perdidos e achados da PSP de Braga rendeu cerca de 4900 euros
| Norte
Porto Canal/Agências

Um leilão de perdidos e achados da PSP de Braga rendeu esta quarta-feira cerca de 4900 euros, tendo um empresário feito a licitação mais elevada, ao arrematar uma pulseira em ouro para a mulher por 975 euros.

“É para oferecer à minha mulher, que fez anos há dias. Ela nem sequer sabe que eu vim aqui, vai ser uma surpresa”, referiu Guilherme Gonçalves à Lusa.

Residente em Vimieiro, Braga, este empresário do ramo dos ascensores, de 74 anos, considera que o negócio foi “uma pechincha”.

“A pulseira deve pesar uns 20 gramas. Se cada grama valer 90 euros, estaremos a falar em 1800 euros. Ou seja, paguei praticamente metade”, referiu.

Os compradores tinham direito a saber os quilates de cada peça de ouro, mas quanto ao peso podiam apenas pegar nelas para fazerem a sua própria avaliação.

Além da pulseira, Guilherme Gonçalves levou ainda uns livros de história e um saco cheio de porta-chaves, objetos que coleciona.

No total, o leilão desta quarta-feira rendeu cerca de 4900 euros.

Entre as centenas de produtos para arrematar, havia, essencialmente, óculos, bijuteria, carteiras, guarda-chuvas e relógios “às molhadas”, sendo certo que os compradores apenas tinham acesso visual aos produtos, sem abrir os sacos.

“Isto é como os melões, só depois de abrir é que sabemos verdadeiramente o que está lá dentro”, atirava, com humor, um dos putativos compradores.

A “agente leiloeira”, Margarida Pinto, foi logo avisando que nenhum dos produtos a leilão tinha qualquer tipo de garantia.

Para quem o requeresse, a PSP emitia comprovativos de compra, sendo certo que todas as aquisições teriam de ser liquidadas na hora e com dinheiro vivo.

Guilherme Gonçalves lutou “com unhas e dentes” pela pulseira que acabaria por levar para casa, numa disputa “euro a euro” com Maria José, que foi de Lisboa a Braga muito por causa do anunciado leilão.

A base de licitação era de 505 euros, mas o valor acabaria por subir até aos 975 euros, altura em que Maria José desistiu.

À Lusa, Maria José disse que alimentou o despique pela pulseira “quase por brincadeira” e considerou que Guilherme Gonçalves “acabou por ser mal servido”, porque terá pagado um valor “desproporcional”.

Para o leilão, Maria José, que foi uma das mais compradoras, levou no bolso mil euros, tendo levado produtos no valor de 440 euros.

Dentre esses produtos, destacou uma pulseira de prata, que vai oferecer à filha no Natal.

“Vim dois dias a Braga com o meu marido, também por causa do leilão, e penso que valeu bem a pena, fiz muito boas compras”, atirou.

Tal como Maria José, muito do público presente também aproveitou para comprar, a preços mais generosos, algumas prendas de Natal.

A leilão estavam perdidos e achados que tinham sido entregues por entidades e cidadãos na PSP e que não foram reclamados dentro do prazo legal (um ano) pelos seus legítimos proprietários.

O leilão do ouro ficou para o fim e suscitou o interesse de meia dúzia de especialistas, que foram disputando taco a taco cada peça.

A segunda peça mais cara foi uma aliança em ouro com o nome de um homem gravado, licitada por 225 euros.

“Mais um divórcio”, dizia uma mulher que foi literalmente para assistir e comentar o leilão, sem qualquer interesse em comprar.

Destaque ainda para oito bicicletas, a mais cara das quais “despachada” por 170 euros, uma trotinete, um carrinho de bebé para gémeos, uma ‘babycoque’, capacetes, malas de viagem, roupa, brinquedos, muletas, livros e uma playstation.

O dinheiro angariado reverte a favor dos Serviços Sociais da PSP.

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