Álvaro Santos, eleito presidente da CCDR-N, quer dar “início a um novo ciclo” no Norte

Álvaro Santos, eleito presidente da CCDR-N, quer dar “início a um novo ciclo” no Norte
Foto: Pedro Benjamim | Porto Canal
| Norte
Porto Canal/Agências

Álvaro Santos, nome indicado por PSD e PS para a presidência da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Norte e que foi eleito, disse à Lusa que quer “dar início a um novo ciclo” na região.

“Assumo este mandato com humildade, mas também com determinação, para dar início a um novo ciclo para a região Norte”, afirmou Álvaro Santos, numa nota enviada à agência Lusa.

O social-democrata salientou que irá assumir o cargo com “profundo sentido de responsabilidade”, mostrando-se consciente que a vitória nas eleições representa “confiança num projeto coletivo assente na exigência, na ambição e na capacidade de fazer melhor”.

Em comunicado divulgado esta noite, o Ministério da Economia e da Coesão revelou que nas eleições desta segunda-feira foram eleitos Álvaro Santos (PSD) na CCDR-Norte, Ribau Esteves (PSD) no centro, Teresa Mourão Almeida (PS) em Lisboa e Vale do Tejo, Ricardo Pinheiro (PS) no Alentejo e José Apolinário (PS) no Algarve.

Foram também eleitos pelos presidentes das câmaras do continente um vice-presidente por cada uma das cinco CCDR: Ricardo Bento (Norte), Nuno de Almeida (Centro) José Alho (Lisboa e Vale do Tejo), Aníbal Coelho da Costa (Alentejo) e Jorge Botelho (Algarve).

As eleições para a presidência da CCDR-Norte foram as únicas com dois candidatos: o engenheiro civil Álvaro Santos, indicado por PSD e PS, e António Cunha, presidente deste órgão desde 2020 e que liderava uma candidatura independente.

Em declarações à Lusa, António Cunha lamentou que o resultado não tenha sido aquele pelo qual “lutou”, mas classificou a sua recandidatura como “um bom combate”, que teve o “prazer de travar”.

“Do outro lado tínhamos os diretórios partidários dos dois grandes partidos que entenderam que as decisões relativamente ao território devem ser tomadas a partir de lógicas mais centralistas. São essas lógicas com as quais eu discordo e foi em nome disso que trabalhei”, salientou.

À exceção da candidatura independente de António Cunha à CCDR-Norte, as outras candidaturas resultaram de um acordo político entre PSD e PS, num sistema criticado por diversos autarcas, sobretudo do PCP, mas também do Chega e alguns socialistas, que chegaram a ameaçar boicotar as eleições ou votar em branco por considerarem que o processo não é verdadeiramente democrático.

As eleições indiretas decorreram em simultâneo entre as 16h00 e as 20h00 desta segunda-feira e, no caso do Norte, puderam votar 4.126 autarcas de 86 municípios.

Os presidentes das CCDR são eleitos para um mandato de quatro anos por colégios eleitorais de autarcas das respetivas regiões, constituídos pelos presidentes de câmara, presidentes das assembleias municipais, vereadores eleitos e deputados municipais, incluindo os presidentes das juntas de freguesia.

No total, podem eleger os presidentes das CCDR mais de 10.700 autarcas do continente.

Os vice-presidentes, um por cada região, são eleitos por um colégio eleitoral constituído pelos presidentes das 278 câmaras municipais do continente.

Além destes dirigentes eleitos indiretamente, cada CCDR terá um outro vice-presidente escolhido pelo conselho da região (exceto autarcas) e mais cinco nomeados pelo Governo para as áreas da educação, saúde, cultura, ambiente e agricultura, que reportam diretamente ao executivo nacional.

Até 2020, os presidentes das CCDR eram nomeados pelo Governo.

As CCDR são institutos públicos que desconcentram serviços da Administração Central, dotados de autonomia administrativa e financeira, incumbidos de executar medidas para o desenvolvimento das respetivas regiões, como a gestão de fundos comunitários.

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