Escola de negócios da UMinho muda para Edifício do Castelo após obras de 9 milhões de euros
Porto Canal/Agências
A Escola de Formação de Executivos da Universidade do Minho (UMinhoExec) vai mudar-se para o Edifício do Castelo, em Braga, após obras de recuperação orçadas em nove milhões de euros, foi esta sexta-feira anunciado.
A “primeira telha” da intervenção foi esta sexta-feira lançada, prevendo-se que as obras estejam concluídas em meados de 2028.
Do valor total, cinco milhões são financiados pelo Programa Portugal 2030, através da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), e os restantes pela Câmara de Braga (um milhão) e 20 empresas e instituições associadas da UMinhoExec.
“Esta reabilitação simboliza a reaproximação entre conhecimento, economia e território, ao transformar um edifício devoluto num centro de formação e inovação e ao modificar a natureza da UMinhoExec, abrindo-a à participação do setor privado”, refere a Universidade do Minho, em comunicado.
Situado onde outrora se ergueu o castelo medieval da cidade, o Edifício do Castelo sediou a Escola Industrial de Braga, a Escola Secundária Alberto Sampaio e, mais tarde, serviços da Universidade do Minho, da autarquia e da Estradas de Portugal.
Para o presidente da Escola de Economia e Gestão (EEG) da Universidade do Minho, Luís Aguiar-Conraria, este processo resulta de uma “congregação de vontades”.
Desde logo, a vontade da EEG de ter uma Escola de Formação Executiva “excecional” e de devolver o Edifício do Castelo à cidade.
Por outro lado, a vontade da Universidade do Minho de dar um “bom uso” ao Edifício do Castelo e aprofundar a sua ligação ao tecido económico e empresarial, e vontade da Câmara Municipal de Braga de tornar a cidade uma referência também na formação avançada de adultos.
Juntam-se ainda a vontade da CCDR-N de apostar na qualificação do capital humano da região e a vontade das empresas em fazer parte de um projeto “ambicioso e transformador”.
Segundo Luís Aguiar-Conraria, a UMinhoExec não oferece mais cursos porque não há salas disponíveis, uma restrição física que acabará com as novas instalações.
Em maio, a Câmara de Braga aprovou, por unanimidade, a atribuição de um apoio extraordinário de um milhão de euros à Universidade do Minho para reabilitação do Edifício do Castelo e lá instalar uma escola de negócios.
“A execução deste projeto trará benefícios significativos, já que à vertente da valorização do património histórico e cultural, transformando o edifício num equipamento moderno e tecnologicamente avançado, capaz de responder às necessidades do século XXI, soma-se a dinamização económica e educativa”, referia a câmara, na altura.
Sublinhava que a UMinhoExec assumirá “um papel estratégico como centro de inovação e qualificação, atraindo talento, empresas, eventos de impacto nacional e internacional e promovendo o crescimento sustentável da cidade”.
“Com salas híbridas de formação, laboratórios tecnológicos, espaços de inovação para empresas e auditórios multifuncionais, o edifício do Castelo será um espaço dinâmico e interativo, promovendo a inovação e o desenvolvimento de competências estratégicas”, acrescentava.
