Bienal de Ilustração de Guimarães abre com música e desenho em tempo real

Bienal de Ilustração de Guimarães abre com música e desenho em tempo real
Foto: Bienal de Ilustração de Guimarães | Facebook
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Porto Canal/Agências

Os músicos Rodrigo Leão e Gabriel Gomes e o desenhador António Jorge Gonçalves estreiam no sábado um espetáculo de criação musical e desenho digital em tempo real, na abertura da Bienal de Ilustração de Guimarães (BIG), distrito de Braga.

O espetáculo, no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, intitula-se “Desenhar os sons com a luz dos dedos" e resulta de um convite desta bienal aos três artistas, que propõem em palco “uma narrativa visual e sonora espontânea”, explicou a organização.

Além deste espetáculo, a quinta edição da Bienal de Ilustração de Guimarães começa com a inauguração de várias exposições, nomeadamente “A Linha Clara”, dedicada à cartoonista e ilustradora Cristina Sampaio, que receberá um prémio de carreira.

“A linha clara de digital pureza é bem negra e hábil a escavar na analógica e contraditória natureza humana. É linha de polígrafo treinado a apanhar os mentirosos, os sonsos e os estúpidos do planeta inteiro, é espelho de cores amáveis que reflete o nosso sorriso, profundamente amarelo”, descreveu o curador desta exposição, o investigador Jorge Silva, a propósito do trabalho de Cristina Sampaio.

Cristina Sampaio trabalha como ilustradora e cartoonista desde os anos 1980, com uma longa lista de colaborações na imprensa nacional e internacional, e com obra publicada para a infância. Recebeu vários prémios, entre os quais o World Press Cartoon e o Prémio Stuart de desenho de imprensa. Faz parte ainda do coletivo de cartoon animado SpamCartoon.

A Bienal de Ilustração de Guimarães foi criada para dar visibilidade aos autores que trabalham na área da ilustração em Portugal, com exposições, palestras, oficinas, envolvendo profissionais e estudantes, e a atribuição de prémios.

Além da exposição de carreira de Cristina Sampaio, a BIG dedica uma exposição à ilustradora Madalena Matoso, que venceu em 2023 o Grande Prémio da bienal, com originais para o livro “Como ver coisas invisíveis?”, feito com Isabel Minhós Martins.

A pintora Ilda David também vai expor desenhos feitos para o livro “Amor de Perdição”, de Camilo Castelo Branco, numa edição de 2012, e haverá ainda uma exposição, “Mão de ferro, luva de seda”, com cartazes de cinema polacos, desenhados, dos anos 1960 e 1970.

Os 94 ilustradores e artistas candidatos ao Prémio Nacional BIG deste ano, entre nomes recentes e consagrados da ilustração portuguesa, como Yara Kono, Tiago Galo, Mariana Rio, André Carrilho, Raquel Costa, Alain Corbel, Catarina Gomes e João Fazenda, estão reunidos numa exposição coletiva, que também é inaugurada no sábado.

Os vencedores do Grande Prémio, Prémio Revelação e Prémio Aquisição serão anunciados igualmente no arranque da bienal, antes da inauguração da mostra coletiva.

O Centro Internacional das Artes José de Guimarães, Palácio Vila Flor, Sociedade Martins Sarmento e Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura são os quatro espaços que acolhem as exposições.

Com direção artística do autor Tiago Manuel, a BIG - Bienal de Ilustração de Guimarães é organizada pela Câmara de Guimarães com a associação cultural MOTOR e termina a 31 de dezembro.

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