Câmara de Braga investe 1,5 milhões de euros na primeira fase do parque verde das Sete Fontes
Porto Canal/Agências
A Câmara de Braga vai investir 1,5 milhões de euros na primeira fase do parque verde das Sete Fontes, que incidirá sobre uma área de 8,6 hectares e que deverá avançar a muito curto prazo, foi esta quinta-feira anunciado.
Segundo o presidente da Câmara cessante, Ricardo Rio, o parque verde, na sua totalidade, terá 30 hectares e significará um investimento de quatro milhões de euros.
“Neste momento, o município já é detentor de cerca de 17 hectares”, afirmou o autarca, acrescentando que outros 2,5 hectares estão igualmente em vias de passar para o domínio municipal.
Para Ricardo Rio, estão, assim, reunidas “todas as condições” para a concretização daquele que será “um dos parques verdes da cidade”.
A primeira fase avançará “a muito curto prazo”, naquele que o município considera ser “um passo decisivo” na criação de um parque ecológico e cultural em torno do monumento nacional das Sete Fontes.
Ricardo Rio sublinhou que, nos últimos anos, o município tem protegido aquele património, suspendendo o Plano Diretor Municipal (PDM) em 2014, aplicando medidas preventivas contra construções lesivas e anulando a Variante de Gualtar.
“Em 2012, o município não detinha um único metro quadrado neste espaço”, disse ainda o autarca.
Com base em estudos técnicos, foi desenvolvido um Plano de Urbanização “sustentável”, para que o parque das Sete Fontes combine património, natureza e cidadania.
A estes 30 hectares verdes, juntar-se-ão outros 30 hectares de área florestal e 30 hectares de área edificada, para a concretização do parque ecomonumental das Sete Fontes, que incluirá a criação de praças, pequenas edificações de apoio, miradouros, percursos pedestres e cicláveis.
O elemento central das Sete Fontes é o ancestral sistema de abastecimento de água à cidade de Braga, uma obra hidráulica do século XVIII classificada como monumento nacional desde 2011.
O parque terá quatro entradas principais (sul, nascente, poente e norte), articuladas com a malha urbana, e três núcleos de equipamentos a ser criados numa fase posterior.
A circulação principal será feita por dois caminhos longitudinais ao monumento (lados nascente e poente), pavimentados em saibro, calçada de granito ou ‘decks’ de madeira, quando necessário.
Os atravessamentos do monumento serão realizados apenas em pontos controlados, através de estruturas metálicas leves, preservando a integridade histórica.
Para complementar a circulação, haverá uma rede de caminhos secundários, transversais ao vale, que aproveitam trilhos existentes ou antigos muros de propriedade.
O desenho do parque define clareiras multifuncionais, com destaque para a clareira do lago (zona sul e a ser concretizada na primeira fase).
O sistema hídrico é um dos elementos estruturantes desta fase, composto por duas charcas e um lago interligados, que asseguram a drenagem natural, a infiltração e o reaproveitamento das águas pluviais.
Serão criados três núcleos, desde logo o núcleo da mata, no extremo montante do parque, junto à bolsa de estacionamento do Hospital de Braga, onde será instalada uma cafetaria com vista privilegiada sobre todo o parque.
Haverá também o núcleo da memória, situado a norte, que se assumirá como um centro interpretativo que preserva a memória histórica do parque.
Resultante do restauro de um edifício antigo, inclui uma sala polivalente para eventos e hortas pedagógicas que evocam a antiga utilização agrícola dos terrenos.
Por fim, o núcleo das gémeas, no coração do parque, que aproveita uma construção existente para se tornar um ponto de encontro central.
Integrado na paisagem e acessível a partir das principais entradas, oferece serviços aos visitantes e acolhe atividades educativas e culturais, valorizando a história e o património do parque.
