Nova linha de metro em Gondomar marca debate entre PS, PSD/IL, Chega e “Por Gondomar”

Nova linha de metro em Gondomar marca debate entre PS, PSD/IL, Chega e “Por Gondomar”
Foto: Pedro Benjamim | Porto Canal
| Norte
Porto Canal

A construção da nova linha de metro em Gondomar e a influência do município na gestão da Metro do Porto foram os temas que marcaram o debate entre os candidatos do PS, PSD/IL, Chega e do movimento independente “Por Gondomar” à autarquia.

“A próxima linha tem de ser a de Gondomar, não me conformarei com outra realidade que não seja esta”, afirmou o candidato do PS, Luís Filipe Araújo.

Questionado sobre se as novas funções que passou a exercer na Metro do Porto poderão constituir uma garantia de que a linha chegará efetivamente ao centro da cidade, o socialista, recentemente nomeado Presidente da Mesa da Assembleia Geral da empresa para o mandato de 2025-2027, afirmou acreditar que “ajudará”.

“Eu não me inibirei de fazer valer as minhas opiniões acerca das prioridades de investimento da Metro do Porto na Área Metropolitana, não apenas tendo em conta os interesses do município de Gondomar, mas também os interesses de toda a Área Metropolitana do Porto”, vincou.

O candidato socialista considerou ainda que Gondomar “é o município com mais movimentos pendulares para a cidade do Porto”, acrescentando que “o metro é absolutamente essencial” e que o facto de ser Presidente da Mesa da Assembleia Geral da empresa contribuirá para a concretização da linha que ligará o Estádio do Dragão ao Souto.

PS “é responsável por atraso” na construção da Linha do Souto

Já o candidato da coligação PSD/IL, Emídio Guerreiro, sublinhou que o “PS é o responsável pelo atraso de 12 anos” da linha de metro.

“Há 12 anos já havia uma linha, um sítio para onde ele ir, estávamos exatamente neste pé, ou seja, sem metro e com um desenho para ele passar. E o que é que aconteceu? Houve uma reconfiguração da Área Metropolitana do Porto, o Partido Socialista venceu as eleições em Gondomar e no Grande Porto, e mudou de ideias, porque cedeu a linha de Gondomar por troca da linha de Gaia”, afirmou o social-democrata.

Emídio Guerreiro adiantou ainda que, caso seja eleito, está disponível para “nem sequer pensar em levantar questões relativamente aos trajetos e aos traçados”.

“[A construção da linha de metro] tem que andar e tem que sobretudo lutar pela que a Linha de Fânzeres também cá em cima para poder haver um movimento interno dentro do concelho”, defendeu.

“É importante Gondomar ter um assento no Conselho de Administração” da Metro do Porto

O candidato do Chega à autarquia, Rui Afonso, afirmou que “o Executivo de Gondomar perdeu capacidade de intervenção na Metro”.

“Gondomar sempre teve um lugar no Conselho de Administração da Metro do Porto, e estamos a falar de um órgão executivo, para passar a ter, ainda que como Presidente, um lugar num órgão deliberativo. A capacidade de intervenção de Gondomar nos traçados, na forma como eles podem ser feitos, no tempo em que têm de ser feitos, nos prazos, ficou diminuída com esta alteração”, reiterou.

Rui Afonso considerou “importante Gondomar ter um assento no Conselho de Administração” da empresa e manifestou esperança de que “realmente haja capital político e capacidade política para avançar com a linha até ao Souto”.

Linha do Souto “está garantida e não depende de governo nenhum”

Por outro lado, o candidato independente do movimento “Por Gondomar”, Carlos Brás, considerou “um pouco estranho” que o tema da linha do metro esteja em debate autárquico, uma vez que, para si, “é um dado adquirido”.

“Aquilo que pode diferenciar uns executivos dos outros é a capacidade de pressão sobre a Metro do Porto para acelerar a obra, porque essa obra está garantida e não depende de governo nenhum. Está garantido o financiamento e ela vai existir”, reiterou.

Carlos Brás, que integrou o Partido Socialista durante 25 anos, defendeu que a luta deve centrar-se na ligação entre as duas linhas, nomeadamente a de Fânzeres e a do Souto, e na circularidade da própria rede.

“O município de Gondomar, nos últimos tempos, tem perdido capacidade, e esta saída do Conselho de Administração é, nitidamente, uma falta de capacidade política e de peso político do atual presidente em exercício. Há aqui uma falta de capacidade política que é importante para que os projetos avancem”, reforçou, referindo-se a Luís Filipe Araújo.

A construção da nova linha de metro de Gondomar, conhecida como Linha do Souto, prevê o investimento de 225 milhões de euros, que inclui também a futura ligação à Trofa.

Esta segunda linha de metro em Gondomar ligará o Estádio do Dragão ao Souto, no centro da cidade, numa extensão de cerca de 6,9 quilómetros, e contará com oito novas estações: São Roque, Cartes, Parque Oriental, Valbom Lagoa, Valbom Pinheiro, Hospital Fernando Pessoa, Parque Urbano de Gondomar e Souto.

A conclusão da obra está prevista para 2029 e o protocolo de expansão da rede de metro e metrobus da Área Metropolitana do Porto (AMP) foi assinado em fevereiro de 2020.

 
 
 
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