Volt quer criar registo público de todos os imóveis de Gaia
Porto Canal/ Agências
O candidato do Volt à Câmara de Vila Nova de Gaia Daniel Gaio quer criar um registo público de todos os imóveis da autarquia de forma a identificar espaços que estão abandonados e que podem ter uma nova vida.
Em declarações à agência Lusa, o cabeça de lista do Volt explicou que a ideia é “criar um sistema público no ‘site’ da Câmara Municipal, onde toda a gente possa ver todos os imóveis e terrenos que a Câmara tem e como é está a ser usado”, porque “tudo tem que ser transparente”.
Para o candidato, medida “mostrará o que pode ser cedido a IPSS [instituições particulares de solidariedade social] ou transformado em pavilhões de escritórios, por exemplo”.
“Acho que Gaia já não é bem um dormitório do Porto e acho que devia aprender um bocadinho com Matosinhos, que conseguiu diversificar o seu campo industrial de uma forma muito inovadora. Matosinhos restaurou vários edifícios municipais ou fábricas abandonadas, transformando-as num equipamento com escritórios ‘low cost’ para atrair empresas”, desenvolveu.
Esta medida, que surge no programa eleitoral do Volt no capítulo “Criação de um cadastro municipal de imóveis públicos de consulta geral”, também se insere nos objetivos ligados à economia e ao setor social, disse o candidato.
“Devemos reestruturar e renovar edifícios municipais da Câmara de Gaia que não estejam a ser usados para transformá-los em parques empresariais ‘low cost’, para chamar empresas de futuro. Não estou a falar em fábricas à moda antiga, estou a falar em investigação, estou a falar em finanças, estou a falar em fundos, estou a falar em empresas de futuro, empresas que conseguem gerar uma verdadeira economia de escala. Sem nunca esquecer, claro, as necessidades da população e o importante papel das instituições e associações locais”, referiu.
Dando “uma nova vida” aos edifícios e terrenos, o Volt quer colocar os espaços ao serviço da comunidade, através de parcerias com universidades, empresas, cooperativas ou associações.
Já em matéria de mobilidade, o Volt é a favor da criação de um novo tipo de passe para que todos os reformados de Gaia tenham Andante gratuito, e defende a passagem do TGV por Santo Ovídio.
“O plano novo de mudar a estação de Santo Ovídio para Vilar cria maior impacto sonoro e ambiental, e obriga a mais habitações. No novo plano são duas pontes diferentes, uma só para TGV e uma só para automóveis. Ao separarem as duas pontes, a manutenção de uma delas não fica a cargo da Infraestruturas de Portugal, mas sim das câmaras municipais. Isto é um problema”, analisou Daniel Gaio.
Para o candidato, a estação deve ser em Santo Ovídio “porque tem acesso de metro, tem acesso de autocarro e é próximo de D. João II, onde está a estação intermodal”.
Já dando como exemplo o Japão, Daniel Gaio quer que a Câmara de Gaia incentive a reutilização de águas, nomeadamente a das chuvas, trabalhando a ideia com a empresa Águas de Gaia e com parcerias com quintas, entre outros.
“Defendo a recolha de água usando as sarjetas, que não deviam ser apenas algo por onde a água desaparece, mas sim um reservatório de água para as águas da chuva. No Japão, por exemplo, as águas da chuva são usadas para lavar as ruas, para lavar os passeios, evitando assim o uso de água potável”, disse.
O Volt de Gaia também quer “remodelar a maneira como vemos os resíduos, aumentar o projeto ‘Gaia Composta’ para não ficar apenas nas quintas locais e nas hortas locais e fornecer compostagem para fora do município”.
Concorrem à Câmara de Gaia André Araújo (CDU – coligação PCP/PEV), João Paulo Correia (PS), Luís Filipe Menezes (PSD/CDS-PP/IL), Daniel Gaio (Volt), João Martins (BE/Livre), Rui Sequeira (ADN), António Barbosa (Chega) e Catarina Costa (Partido Liberal Social).
O executivo municipal é composto por 11 eleitos, tendo o PS nove e o PSD dois.
As eleições autárquicas realizam-se no domingo.
