PTP quer construir de 5.000 a 6.000 casas a preços acessíveis no Porto
Porto Canal/Agências
A cabeça de lista do Partido Trabalhista Português (PTP) à Câmara do Porto, Maria Amélia Costa, comprometeu-se esta quinta-feira com a construção de “cinco mil a seis mil casas” com rendas a preços acessíveis caso seja eleita.
“Queremos criar efetivamente casas sociais em função das necessidades efetivas que a população precisa. Tornando então o rendimento acessível, disponível para as pessoas que efetivamente careçam desta medida de ajuda”, disse esta quinta-feira à Lusa a candidata, que se comprometeu com a construção de “cinco mil a seis mil” fogos.
Maria Amélia Costa especificou que fala em criar habitação “em função das necessidades” porque há pessoas a morar em tipologias desadequadas.
“Nós temos pessoas que têm um T3 e que não necessitam, apenas precisarão de um T1 ou um T2. Porque sabemos que há pessoas que, eventualmente, foi-lhes atribuído um T3, mas ao longo da sua estadia naquele espaço a família, por várias razões, contraiu outra família e aquela pessoa já se encontra num estado em que só precisa de um T1 ou um T2”, esclareceu, defendendo que só possa fazer “permutas” de casas entre famílias.
A pensar em quem tem possibilidades de comprar casa, a candidata quer “criar mais área de habitação para os particulares, tendo em conta a revisão do Plano Diretor Municipal (PDM)”, e também “simplificar” os processos urbanísticos.
Maria Amélia Costa disse ter visitado a empresa municipal Domus Social, o que lhe permitiu ver que “existem alguns recursos humanos destinados a receber as pessoas que terão alguma reclamação ou algum pedido no âmbito da sua habitação”, e que “os administradores estavam ocupados e, por isso, não foi possível estabelecer aqui um diálogo mais direto relativamente às razões”.
Concorrem à Câmara do Porto Manuel Pizarro (PS), Diana Ferreira (CDU - coligação PCP/PEV), Nuno Cardoso (Porto Primeiro - coligação NC/PPM), Pedro Duarte (coligação PSD/CDS-PP/IL), Sérgio Aires (BE), o atual vice-presidente Filipe Araújo (Fazer à Porto - independente), Guilherme Alexandre Jorge (Volt), Hélder Sousa (Livre), Miguel Corte-Real (Chega), Frederico Duarte Carvalho (ADN), Maria Amélia Costa (PTP) e Luís Tinoco Azevedo (PLS).
O atual executivo é composto por uma maioria de seis eleitos do movimento de Rui Moreira e uma vereadora independente, sendo os restantes dois eleitos do PS, dois do PSD, um da CDU e um do BE.
As eleições autárquicas realizam-se a 12 de outubro.
