Daniel Gaio (Volt) quer criar um plano de apoio às cooperativas de habitação em Gaia 

Daniel Gaio (Volt) quer criar um plano de apoio às cooperativas de habitação em Gaia 
| Política
Porto Canal/ Agências

O cabeça de lista do Volt à Câmara de Vila Nova de Gaia, Daniel Gaio, quer criar um plano municipal de apoio às cooperativas de habitação para arrendamento acessível, um projeto inspirado em modelos holandeses e austríacos.

“Não gosto de avançar com números fixos porque muitas vezes ouvimos ‘mais quatro mil casas’ ou ‘mais umas centenas’, o que pode parecer muito como pode parecer pouco. A minha proposta seria que a construção pública fosse 10% das novas construções durante todo o próximo mandato”, descreveu o candidato à Lusa.

O Volt quer criar o Gaia Cooperativa, um programa de apoio técnico e jurídico à constituição de cooperativas de habitação, e, paralelamente, “reabilitar imóveis que a Câmara já tem que não está a utilizar, seja para habitação pública, seja para alojamento de estudantes universitários, seja para alojamento de professores que estejam em Gaia a lecionar”, acrescentou Daniel Gaio.

Quanto às cooperativas de habitação, a inspiração está no modelo holandês, em que os preços de arrendamento deverão ser cerca de 30% inferiores em relação aos preços de referência do local.

Soma-se um segundo modelo inspirado em projetos localizados em Viena, na Áustria, no qual as cooperativas terão um teto de renda de 500 euros.

“Em Gaia estão a fazer uma coisa [do género] em Grijó, num antigo restaurante que estava abandonado há muitos anos e que tinha uns quartos e uns ‘bungalows’ que serviam sobretudo motoristas. Penso que é iniciativa da Câmara e dos donos desse antigo restaurante. Estão a fazer pequenos apartamentos e habitações a cerca de 400 euros/mês. É uma experiência que aplaudo, mas eu queria fazer com que isso fosse feito não como experiência, mas como uma decisão já a longo prazo”, apontou Daniel Gaio.

Para o candidato do Volt, “não faz sentido deixar a solução para a crise da habitação entregue ao setor privado”, mas “ser a Câmara Municipal a fazer todas as partes das habitações públicas não tem tido sucesso”.

“Vamos ser sinceros, os executivos anteriores não têm conseguido resolver. Por isso, creio que deve haver uma mistura entre a Câmara e as cooperativas público-privadas. Posso avançar que algumas associações de proprietários já falaram comigo a dizer que estavam totalmente de acordo com a criação dessas cooperativas”, referiu.

Dentro deste tema, o Volt defende ainda a cedência de terrenos e edifícios municipais devolutos, em regime de direito de superfície por 50 anos, para construção ou reconversão habitacional, isenção de taxas urbanísticas e IMT para projetos cooperativos que promovam arrendamento acessível.

Insistindo que os projetos que promovam diversidade social, sustentabilidade ambiental e integração comunitária devem ter prioridade, o Volt também quer criar um programa de saúde nas escolas secundárias, a ser alargado a outros graus de ensino gradualmente.

“Já se faz em Bragança e corre muito bem. São médicos, psicólogos, psiquiatras e fisioterapeutas que vão às escolas para darem consultas, um a um, aos alunos sem haver qualquer tipo de tabu, promovendo um acompanhamento regular na escola”, explicou.

Em matéria de educação, as preocupações do Volt também passam pelas escolas de necessitam de reabilitação urgente, nomeadamente, disse o candidato, naquelas “onde chove dentro”.

“Queremos que todas as escolas tenham painéis solares, tenham jardins verticais, mas, primeiramente, as escolas precisam de intervenção urgente e condições”, concluiu.

Na corrida à Câmara de Vila Nova de Gaia estão as candidaturas de André Araújo (CDU – coligação PCP/PEV), João Paulo Correia (PS), Luís Filipe Menezes (PSD/CDS-PP/IL), Daniel Gaio (Volt), João Martins (BE/Livre), Rui Sequeira (ADN), António Barbosa (Chega) e Catarina Costa (Partido Liberal Social).

O executivo municipal é composto por 11 eleitos, tendo o PS nove e o PSD dois.

As eleições autárquicas realizam-se em 12 de outubro.

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