Menezes promete alargar oferta social para a terceira idade e infância em Gaia

Menezes promete alargar oferta social para a terceira idade e infância em Gaia
| Política
Porto Canal/Agências

O cabeça de lista da coligação PSD/CDS-PP/IL à Câmara de Vila Nova de Gaia prometeu esta quarta-feira alargar a oferta social para a terceira idade, nomeadamente no apoio domiciliário, e criar vagas em creches em todas as freguesias.

“A Câmara tem que definir prioridades porque a Câmara não é o Estado. Estamos a falar de investimentos muito pesados. Mas temos como primeira prioridade ajudar que estas instituições, em quatro anos, possam chegar a um rácio de duplicar a sua vertente de apoios domiciliários”, disse Luís Filipe Menezes.

Numa visita ao Centro Social e Paroquial São Pedro de Pedroso, onde contactou com utentes e reuniu com a administração do equipamento, Luís Filipe Menezes avançou com a estimativa de, em quatro anos, “chegar a um ‘plafond’ de 1,5 a dois milhões para apoio domiciliário”.

“Isso para essa duplicação, porque a outra é financiada pelo Estado e vamos continuar a pressionar para que o Estado também financie alargadamente. Evidentemente não poderemos passar de um dia para o outro de um acompanhamento de 40 ou 50 para 100, mas podemos ir aumentando 10% ao ano, 15% ao ano em cada freguesia e chegar ao fim do mandato e ter um aumento que seja substancial no concelho todo. Acho que temos a obrigação de dar um contributo nesta fase”, disse.

Uma segunda vertente abordada foi a dos centros de dia, oferta que o candidato - que já liderou o município durante 16 anos - quer ver “alargada em conjugação com o trabalho das juntas de freguesia” e “com custos contidos” resultantes de “apoio municipal”.

“Já a construção de novos lares, ou o aumento de capacidade dos lares, aí só vai ser possível, e vamos lutar por isso, com o apoio do Estado, com fundos comunitários”, disse.

Quanto a creches, Luís Filipe Menezes afirmou que quer apostar na criação de mais vagas em todas as freguesias, sendo cauteloso ao avançar números.

“Temos uma ideia, mas uma ideia não é um número exato. Posso-lhe dizer que eu admito, em teoria, que as necessidades ficariam resolvidas aí com duas mil vagas, mas não é comportável num mandato. Se chegarmos a 800 ou 1000 vagas em todo o concelho já será muito interessante”, referiu aos jornalistas.

O candidato da coligação PSD/CDS-PP/IL quer construir novos equipamentos através de um modelo “bom, bem construído, mas com custos baixos que seja replicável a várias freguesias”, também para que a burocracia da Segurança Social para aprovar projetos fique facilitada.

“Se nós aprovarmos um modelo de creche e esse modelo puder ser replicado em várias freguesias, a rapidez também é dinheiro. Há muito vício em Portugal de, quando se vai fazer um equipamento deste género, querer fazer o Centro Cultural de Belém. Se vamos querer fazer grandes projetos, muito artísticos, convidar os melhores arquitetos do mundo, acabamos por levar os projetos para custos completamente incomportáveis”, descreveu.

Também nesta matéria, o social-democrata adiantou que pretende avançar pela “necessidade enormíssima e a fila de espera”, e porque “não se pode dizer aos jovens para terem filhos e depois não lhes dar condições”, mas quer conciliar o investimento da Câmara com linhas de crédito do Estado e da União Europeia.

“Temos que fazer um trabalho de casa, temos que ser modernos e profissionais porque não podemos fazer o rácio de necessidades, por exemplo, pelo número de habitantes e nem sequer até pelo número de jovens casais que existem. Muitas vezes os pais preferem pôr os filhos em creches perto do local onde trabalham e não do local onde residem”, completou.

Na corrida à Câmara de Vila Nova de Gaia estão as candidaturas de André Araújo (CDU – coligação PCP/PEV), João Paulo Correia (PS), Luís Filipe Menezes (PSD/CDS-PP/IL), Daniel Gaio (Volt), João Martins (BE/Livre), Rui Sequeira (ADN), António Barbosa (Chega) e Catarina Costa (Partido Liberal Social).

O executivo municipal é composto por 11 eleitos, tendo o PS nove e o PSD dois.

As eleições autárquicas realizam-se em 12 de outubro.

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