Independente Ricardo Silva defende rede de 'tram-train' para Braga

Independente Ricardo Silva defende rede de 'tram-train' para Braga
Foto: CM Braga
| Norte
Porto Canal/Agências

O cabeça de lista do movimento independente Amar e Salvar Braga à Câmara de Braga, Ricardo Silva, defendeu esta terça-feira que a solução para os problemas de mobilidade na cidade passa pela implementação de uma rede de ‘tram-train’.

Em conferência de imprensa, Ricardo Silva sublinhou que há um projeto em curso para o BRT (metrobus) e que não quer desperdiçar o financiamento aprovado, mas pretende que na linha projetada (da estação de caminhos de ferro ao hospital, passando pela Universidade do Minho), com três quilómetros, sejam instalados carris e os negativos para cabos elétricos que não inviabilizem o ‘tram-train’.

O ‘tram-train’ é um elétrico híbrido que permite que o mesmo veículo possa circular numa linha de elétrico urbano, mas também no canal ferroviário pesado.

“Há um projeto em curso para o BRT e obviamente que nós não vamos desperdiçar esse financiamento. Aquilo que nós agora pedimos é que quem ainda está à frente do executivo, e como ainda se está em fase de lançar os concursos e de fazer as adjudicações, nestes três quilómetros do BRT o faça já equipando-o com ferrovia”, referiu Ricardo Silva.

Acrescentou que um ‘tram-train’ vai permitir entrar na ferrovia da linha de ferro e ainda em concelhos vizinhos, como Guimarães, Barcelos e Famalicão, evitando as deslocações em automóvel e servindo obviamente melhor os cidadãos.

“Isto é um sistema que progressivamente tem de ser implementado e nós queremos implementá-lo nestes 12 anos [em] que nos for cometida a responsabilidade de estar mandatados para governar Braga”, referiu.

A sua candidatura defende, assim, a implementação, até 2037, de uma rede de ‘tram-train’, com quatro linhas e um total de 47 quilómetros.

Uma linha estabeleceria a ligação direta entre a Universidade do Minho e a cidade, e outra ligaria a estação de TGV, que Ricardo Silva quer que seja implantada em Ferreiros, a S. Mamede d’Este.

Uma terceira linha percorreria a Avenida Frei Bartolomeu dos Mártires seguindo pela Avenida Júlio Fraga, e a quarta ligaria o sul ao norte, percorrendo o centro histórico da cidade.

Em relação à futura estação de TGV em Braga, a candidatura defende que deve ficar em Ferreiros, em detrimento da localização que está em cima da mesa, que aponta para Semelhe.

Para Ricardo Silva, “há toda a vantagem” em a estação ficar numa zona central da cidade, em vez de uma zona periférica, pelo que se propõe lutar pela inversão da decisão de localização.

O candidato destacou que Ferreiros “está a 16 quilómetros de todas as centralidades, seja de Braga, seja dos concelhos vizinhos, além de que permitirá depois potenciar ligações em ‘bypass’ para outros concelhos laterais”.

“E permite, obviamente, adotar aqui um sistema como regrante, em que faz depois a distribuição para utilizar as ligações à A13 e A11, e entrando também na cidade, com o ‘tram-train’. Portanto, tem toda a vantagem que o TGV seja situado numa zona central e não numa zona periférica”, disse ainda.

Estas opções resultam de um estudo que a candidatura pediu a uma empresa liderada por Baptista da Costa, antigo administrador dos Transportes Urbanos de Braga.

A Câmara de Braga tem atualmente seis eleitos pela coligação Juntos por Braga (PSD/CDS/PPM), quatro do PS e um da CDU.

Para as eleições autárquicas de 12 de outubro, os candidatos à Câmara Municipal são João Rodrigues (coligação Juntos por Braga - PSD/CDS-PP/PPM), António Braga (coligação Somos Braga - PS/PAN), Filipe Aguiar (Chega), Rui Rocha (Iniciativa Liberal), Ricardo Silva (movimento independente Amar e Servir Braga), João Baptista (CDU, coligação que junta PCP e Os Verdes), António Lima (Bloco de Esquerda), Carlos Fragoso (Livre), Francisco Pimentel Torres (ADN) e Hugo Varanda (MPT).

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