Candidato do Volt ao Porto quer ser “a voz de quem anda na rua”
Porto Canal/Agências
O cabeça de lista do Volt à Câmara do Porto disse esta terça-feira que quer ser “a voz de quem anda na rua” na defesa de soluções para a habitação e para os transportes, porque “sente os problemas na pele”.
“Sou o candidato mais jovem [24 anos] de sempre à Câmara do Porto. As pessoas pensam ‘podia ser meu neto’, ou ‘podia ser meu filho’ ou ‘este é um de nós’. Não há ninguém mais motivado para resolver a crise da habitação e dos transportes. Os outros têm casa? Eu não. A maior parte [dos outros candidatos] não anda de transportes públicos. Eu ando todos os dias”, disse à Lusa Guilherme Alexandre Jorge, enquanto contactava com população junto à estação de metro da Trindade.
Sozinho, de camisola roxa com ‘Volt’ a branco no centro em letras grandes, Guilherme Alexandre Jorge distribuiu panfletos junto de quem circulava na rua e foi explicando por que é que acha que deve ser eleito.
“Já conhece as nossas propostas? Se gostar delas vote em nós, dê-nos uma oportunidade. Pode confiar em mim porque eu sou jovem e vivo esses problemas na pele”, disse o candidato em abordagens diretas a pessoas de várias gerações e até de diferentes nacionalidades.
À Lusa, o candidato frisou que “as ideias do Volt são ideias europeias, modernas, que funcionam, que já estão testadas” e que nota na rua que “as pessoas constatam que é esse o país que querem” quando lhe perguntam “pode trazê-lo para aqui?”.
“Eu respondo ‘é isso que estou a tentar’. As pessoas já estão um bocado fartas de política, mas também ainda pensam muito no voto útil. Nós explicamos que se não tentarmos mudar alguma coisa nunca se vai conseguir. O Volt, há duas semanas, elegeu mais de 80 autarcas em Vestfália, no norte na Alemanha. Na Holanda temos parlamentares, temos parlamentos regionais, temos câmaras municipais. Portugal é o passo seguinte. Portugal também tem capacidade para ser um país futuro e um país europeu”, descreveu.
Para o Porto, Guilherme Alexandre Jorge quer mobilidade pública e coletiva porque é “a forma mais eficiente, mais ecológica e até a mais eficiente de gerir o trânsito e mover as pessoas”, e exige que os transportes sejam planeados “articuladamente entre a Metro do Porto e a STCP [Sociedade de Transportes Coletivos do Porto]”, rejeitando a ideia de que isso já acontece.
“Eu lembro-me de quantas vezes saí do metro e o meu autocarro estava a sair ao mesmo tempo e pensei: agora vou ter que esperar mais 40 minutos, já não há almoço em casa, o que é que vou fazer? Esta experiência, os outros [candidatos] não vivem. Eu vivo. Eu posso trazê-la para a discussão. É assim, a viver as dificuldades na pele, que conseguimos implementar soluções”, concluiu.
Concorrem à Câmara do Porto Manuel Pizarro (PS), Diana Ferreira (CDU - coligação PCP/PEV), Nuno Cardoso (Porto Primeiro - coligação NC/PPM), Pedro Duarte (coligação PSD/CDS-PP/IL), Sérgio Aires (BE), o atual vice-presidente Filipe Araújo (Fazer à Porto - independente), Guilherme Alexandre Jorge (Volt), Hélder Sousa (Livre), Miguel Corte-Real (Chega), Frederico Duarte Carvalho (ADN), Maria Amélia Costa (PTP) e Luís Tinoco Azevedo (PLS).
O atual executivo é composto por uma maioria de seis eleitos do movimento de Rui Moreira e uma vereadora independente, sendo os restantes dois eleitos do PS, dois do PSD, um da CDU e um do BE.
As eleições autárquicas realizam-se a 12 de outubro.
