Socialista João Paulo Correia rejeita que Gaia volte a "tempos tenebrosos da irresponsabilidade"

Socialista João Paulo Correia rejeita que Gaia volte a "tempos tenebrosos da irresponsabilidade"
| Política
Porto Canal/ Agências

O candidato do PS à Câmara de Gaia, João Paulo Correia, rejeitou voltar "aos tempos tenebrosos da irresponsabilidade financeira", que atribui ao adversário Luís Filipe Menezes (PSD/CDS-PP/IL), que presidiu o município até 2013.

"Nós não queremos regressar aos tempos tenebrosos da irresponsabilidade financeira de 2013", disse hoje num comício realizado no anfiteatro da estação de metro Manuel Leão, que contou com a presença de centenas de pessoas, entre as quais o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, e a porta-voz do PAN, Inês de Sousa Real, cujo partido apoia formalmente a candidatura socialista.

João Paulo Correia vincou que a sua candidatura tem "ambição" mas também "responsabilidade".

"É essa responsabilidade que nos impede de prometer tudo a todos, ao contrário do que faz o candidato da coligação. Faz uma campanha de prometer tudo a todos sem contar, sem fazer cálculos relativamente ao dia de amanhã", assinalou.

O candidato do PS, ex-secretário de Estado da Juventude e Desporto e ex-presidente da Junta de Mafamude e Vilar do Paraíso, disse ainda que quando ouve "o candidato da coligação a falar de transparência", se recorda "dos relatórios do Tribunal de Contas que dizimaram, censuraram, criticaram brutalmente a gestão da Câmara até 2013", que disse ter deixado uma dívida superior a 300 milhões de euros e um passivo de 600 milhões.

"Ou até lembrar o que o doutor Rui Rio [ex-presidente da Câmara do Porto] dizia do presidente da câmara municipal na altura [Luís Filipe Menezes], que foi candidato à Câmara do Porto, de que era um campeão da dívida pública", acrescentou.

Num discurso de quase 40 minutos, garantiu que, se for eleito, ele e os presidentes de junta do PS serão "autarcas de proximidade".

"Aquilo que define o autarca é o seu sentido de proximidade. Estar preparado, ser capaz, mas também ser próximo das pessoas. Não ter medo das pessoas. Não fugir das pessoas. Quem foge das pessoas em campanha, fugirá mais rapidamente se um dia fosse, novamente, presidente de Câmara", afirmou, em mais uma referência a Luís Filipe Menezes.

Se for eleito, prometeu que, em conjunto com a sua equipa, continuarão a ser "os cidadãos comuns" que são hoje.

"Não vamos mudar a nossa vida, o nosso estilo de vida. Não vamos evitar aqueles com quem todos os dias nos cruzamos na rua, só porque as pessoas nos vão questionar mais vezes, vão pedir contas daquilo que foram os nossos compromissos, vão querer apresentar ideias e soluções, e bem. Assim é que se constrói a democracia", defendeu.

Durante o comício, elencou vários dos projetos concretizados durante os últimos 12 anos de mandato PS em Gaia, sob liderança de Eduardo Vítor Rodrigues, como a construção da extensão da linha Amarela do Metro do Porto e a construção da linha Rubi, as modernização do hospital Santos Silva, a edificação de equipamentos desportivos e centros de saúde e também programas sociais como o Gaia Aprende +.

Porém, afirmou que "a primeira grande obra" dos 12 anos do PS à frente da Câmara de Gaia "foi a recuperação financeira" do município, apontando que Luís Filipe Menezes "se irrita muito, se enerva muito" quando se traz "a memória à campanha eleitoral".

"Enquanto do outro lado estão amarrados aos problemas do passado, na nossa candidatura e no nosso projeto nós falamos para o futuro, para todos os gaienses", vincou.

Na corrida à Câmara de Vila Nova de Gaia estão as candidaturas de André Araújo (CDU – coligação PCP/PEV), João Paulo Correia (PS), Luís Filipe Menezes (PSD/CDS-PP/IL), Daniel Gaio (Volt), João Martins (BE/Livre), Rui Sequeira (ADN), António Barbosa (Chega) e Catarina Costa (Partido Liberal Social).

O executivo municipal é composto por 11 vereadores, tendo o PS nove e o PSD dois.

As eleições autárquicas realizam-se em 12 de outubro.

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