Braga vai classificar quiosque de flores como monumento de interesse municipal
Porto Canal/Agências
A Câmara de Braga vai classificar como monumento de interesse municipal o Quiosque do Largo de São Francisco, também conhecido como Quiosque de Flores, segundo edital publicado esta segunda-feira em Diário da República.
Assinado pelo presidente da câmara, Ricardo Rio, o edital fixa um prazo de 45 dias para os interessados dirigirem, por escrito, as suas sugestões ao município.
O quiosque de Flores do Largo de São Francisco é um exemplar de quiosques mandados construir no primeiro quartel do século XX, provavelmente entre 1910 e 1915, e fazia parte de um conjunto de seis quiosques padronizados, encomendados pela Câmara de Braga.
O município avançou agora para a classificação, por se tratar “do único exemplar dos modelos históricos, um testemunho valioso do património cultural” de Braga e ímpar do património edificado da cidade.
Para a câmara, o quiosque tem “reconhecido valor próprio e interesse relevante” para a permanência e identidade do património cultural e arquitetónico de Braga.
Assim, a classificação é tida como um dos instrumentos base de suporte para a sua proteção e valorização.
O quiosque desenvolve-se com oito janelas-portinholas com aplicações de vidro e cobertura em chapa metálica, destacando-se pelas suas cores contrastantes e vivas.
“Este quiosque histórico apresenta, atualmente, sinais evidentes de degradação estrutural e material, resultantes da ação do tempo, da exposição ambiental e da ausência de intervenções adequadas de conservação nos últimos anos”, sublinha o município.
Acrescenta que, paralelamente, “evidencia a presença de materiais e soluções técnicas que procuraram resolver problemas de manutenção, mas que foram concretizadas de forma descuidada e desadequada, contribuindo para a descaracterização desta singular peça arquitetónica”.
Assim, revela-se “imprescindível” a realização de um diagnóstico prévio detalhado, de caráter técnico e especializado, para identificar patologias, mapear danos, caracterizar materiais e definir o grau de intervenção necessário, assegurando que as futuras ações de restauro e reabilitação respeitam a autenticidade e integridade da peça.
Posteriormente, será lançado um procedimento de contratação pública, para garantir a definição “rigorosa” do caderno de encargos e a adequada execução da obra, em conformidade com as boas práticas de conservação, restauro e reabilitação do património cultural.
