Só por uma vez na história é que o PS perdeu a sua hegemonia em Matosinhos

Só por uma vez na história é que o PS perdeu a sua hegemonia em Matosinhos
Foto: CM Leça da Palmeira
| Política
Porto Canal/Agências

Na corrida à Câmara de Matosinhos, que foi sempre liderada pelo PS à exceção do mandato 2013–2017 em que esteve sob a presidência de um independente ex-socialista, estão nove candidatos.

O Livre e o ADN apresentam-se pela primeira vez a eleições autárquicas neste concelho, do distrito do Porto.

Atualmente, a Câmara de Matosinhos é presidida pela socialista Luísa Salgueiro que se recandidata a um terceiro e último mandato.

Luísa Salgueiro, de 57 anos, jurista, que também assume a presidência da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), referiu que este mandato é de continuidade e que uma das suas prioridades é investir na habitação, nomeadamente em cooperativas, desafiando o Governo a fazer no concelho uma experiência piloto neste domínio.

Já o PSD voltou a apostar no advogado Bruno Pereira, de 40 anos, vereador, para acabar com a hegemonia socialista no concelho e fomentar uma nova geração de cooperativas habitacionais e habitação municipal para arrendar a funcionários públicos deslocados.

Do lado do Chega, o candidato escolhido é António Parada, de 57 anos, diretor técnico, que é ex-socialista e vereador independente e que, agora, se propõe combater a corrupção e fazer uma boa gestão dos dinheiros públicos.

A aposta da CDU volta a recair, pela quarta vez, no assessor de imprensa e atual vereador José Pedro Rodrigues, de 47 anos, que nos dois mandatos anteriores assumiu os pelouros dos Transportes e Proteção Civil e que está, agora, apostado em melhorar as redes dos transportes públicos e em criar novas soluções para a habitação.

O BE tem como cabeça de lista o ex-presidente do grupo parlamentar do BE Pedro Filipe Soares, de 46 anos, que aponta como objetivo resolver as questões da habitação que são “um problema gritante”, sobretudo neste concelho.

A Iniciativa Liberal (IL) apresenta-se com o economista Filipe Garcia, de 50 anos, que propõe uma governação mais eficaz e transparente, focada na qualidade de vida, segurança, criação de oportunidades e gestão responsável dos recursos públicos.

O PAN tem como cabeça de lista Hugo Alexandre Trindade, de 36 anos, que assume a liderança da Comissão Distrital do PAN do Porto, e que apontou como propósito tornar o concelho “mais justo, sustentável e amigo dos animais”.

Já o ADN candidata o engenheiro eletrotécnico Vasco Martins, de 60 anos, que quer focar-se na transparência da governação pública e simplificação de processos.

Em 2021, o PS ganhou as eleições autárquicas em Matosinhos com 30.373 votos (43,62%) e conquistou sete mandatos, a coligação PSD/CDS obteve 12.015 votos (17,25%) e dois mandatos (entretanto um passou a independente), o movimento António Parada, SIM! 6873 votos (9,87%) e um mandato e a CDU 4580 votos (6,58%) e um mandato.

À semelhança da autarquia, o PS também tem maioria com 15 deputados eleitos, mais os quatro presidentes de juntas, sete do PSD/CDS-PP, dois do PCP, dois do BE, um do PAN, da IL, do Chega e do Movimento António Parada, Sim! e três independentes.

A Câmara de Matosinhos foi sempre liderada pelo PS à exceção do mandato de 2013 a 2017, em que foi presidida pelo independente Guilherme Pinto que, nessa altura, se desfiliou do PS.

Em 2024, residiam neste concelho, com 62,42 quilómetros quadrados, 181.046 habitantes, número que tem vindo a aumentar desde 2020, segundo o Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

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